Filho de chefe do tráfico e mais cinco são presos em ação contra facções em Belford Roxo

Ação mira integrantes do Comando Vermelho e do Terceiro Comando Puro envolvidos na disputa por comunidades e pontos de venda de drogas no Complexo da Guacha

Uma operação da Polícia Civil, nesta terça-feira (16), prendeu seis suspeitos ligados ao tráfico de drogas em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A ação teve como alvo integrantes das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) que atuam nas localidades de Santa Tereza, Redentor e Jardim Glauce, no Complexo da Guacha.

Um dos presos é Patrick Melo, filho de Vanderlan Ramos da Silva, o Chocolate, chefe do TCP. Durante a ação, ele chegou a tentar quebrar o celular ao perceber a aproximação dos agentes.

A ofensiva foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF), com apoio de equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Os agentes tinham 32 mandados de prisão para cumprir. Pelo menos 13 dos alvos já estavam encarcerados. Eles recuperaram 36 motos e três carros roubados.

Criadouro de jacarés

Dois jacarés estavam em tanques instalados em uma residência da região | Divulgação / Polícia Civil

Os policiais encontraram um criadouro de jacarés durante a operação. As investigações apontaram que o local era utilizado pelo tráfico para a manutenção dos animais, que serviriam como instrumento de intimidação em possíveis desavenças.

Os dois jacarés estavam em tanques instalados em uma residência da região e foram resgatados por equipes do Corpo de Bombeiros.

“As diligências seguem em andamento para identificar os responsáveis pela manutenção dos animais no local e para apurar os fins de utilização deles por integrantes do tráfico de drogas”, diz a Polícia Civil.

Disputa por território

Segundo as investigações, os grupos criminosos travam uma disputa permanente pelo controle territorial de comunidades e pontos de venda de drogas na região. A polícia aponta ainda a utilização de armamento pesado e o envolvimento dos investigados em outras atividades criminosas que contribuem para o aumento da violência local.

O trabalho investigativo incluiu análise de dados de inteligência, monitoramento de alvos e diligências de campo, o que permitiu identificar integrantes das facções e mapear funções estratégicas relacionadas à movimentação e distribuição de entorpecentes.

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