Jair Renan Bolsonaro, filho 04 do presidente Jair Bolsonaro (PL), prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (7), em Brasília, no inquérito que apura a prática dos crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
Inicialmente, o depoimento do empresário estava foi marcado para dezembro do ano passado, no entanto, Jair não compareceu alegando uma virose.
A PF apura se ele atuou junto ao governo em benefício da própria empresa.
O inquérito foi aberto em março de 2021, a pedido do MPF, com base em uma denúncia apresentada por parlamentares de oposição ao governo.
Jair Renan chegou a pé ao prédio da Superintendência da PF, por volta das 16h. Ele estava acompanhado do advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef. O depoimento durou cerca de três horas.
Antes de a oitiva começar, Wassef disse à imprensa que Jair Renan nunca recebeu qualquer vantagem indevida e nem atuou a favor de nenhuma empresa junto ao governo federal. Segundo o advogado, a denúncia contra Jair Renan visa atingir a imagem do presidente.
A PF investiga se Jair Renan atuou, em novembro de 2020, para que a empresa Gramazini, do ramo de mineração e construção, conseguisse duas reuniões no Ministério do Desenvolvimento Regional para falar sobre um projeto de construção de casas populares.
À época da abertura das investigações, a a empresa do filho de Bolsonaro (Bolsonaro Jr Eventos e Mídia) postou uma foto de duas peças de mármore, que decoram o escritório, e marcou a Gramazini.
A Bolsonaro Jr Eventos e Mídia foi criada no fim de 2020. A festa de inauguração da escritório da empresa, que teve cobertura de fotos e vídeos feita de graça por uma produtora que prestava serviços para o governo federal, contou com a participação de um dos sócios da Gramazini.
Além disso, um parceiro comercial do filho do presidente, Allan Lucena, que dividia o escritório com ele, disse que ganhou um carro elétrico da empresa Neon Motors, ligada a Gramazini, como revelou o jornal “O Globo”.
* Com informações do G1






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