Felca revela que investigou Hytalo Santos por um ano antes de denúncia: ‘sentia agonia, amargor na boca’

Influenciador contou no Altas Horas que apurou caso de exploração de menores com cautela: “é um tema tão aversivo, que se você não tem sangue de barata você não consegue”

O youtuber Felca falou publicamente pela primeira vez sobre o vídeo em que denuncia o influenciador Hytalo Santos por exploração de menores. Em entrevista ao programa Altas Horas, que vai ao ar no sábado (16), e conforme noticiou o portal Metrópoles, Felca revelou que investigou o caso por cerca de um ano antes de tornar as informações públicas.

Segundo ele, a demora para divulgar o material se deu tanto pela dificuldade de reunir provas quanto pela carga emocional do conteúdo. “O mais difícil foi reunir essas informações, porque parte da demora, e demorei um ano para postar o vídeo, foi porque é um tema tão aversivo, que se você não tem sangue de barata você não consegue”, afirmou. O youtuber contou que precisou interromper a apuração em alguns momentos para preservar a própria saúde mental: “Eu ficava vendo aqueles materiais e sentia tanta agonia, tanto amargor na boca, que pensava ‘vou dar um tempo nisso, vou fechar o notebook e volto amanhã’”.

Vídeo já ultrapossou 40 milhões de visualizações

Apesar da tensão envolvida, Felca avalia que a repercussão foi positiva e acredita que o caso pode gerar mudanças. “Por mais que tenha muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, estou muito feliz porque, se estão dando luz para essa causa, creio que possa haver mudanças”, declarou. O vídeo já ultrapassa 40 milhões de visualizações e acelerou as investigações, que culminaram na prisão de Hytalo Santos.

O influenciador foi detido na sexta-feira (15), em Carapicuíba, na Grande São Paulo, junto com seu marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro. Ambos são investigados pelo Ministério Público da Paraíba por exploração e adultização de crianças e adolescentes. A Justiça da Paraíba, por meio do juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, determinou as prisões preventivas para proteger provas e testemunhas, citando fortes indícios de tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho infantil artístico irregular, entre outros crimes.

De acordo com a decisão, a medida é necessária para garantir a ordem pública e evitar que os investigados voltem a agir. As investigações seguem em andamento.

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