Faltando alguns dias para a posse, governo Lula estuda como combater máquina de “fakes news” bolsonaristas

A pouco menos de um mês da posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a equipe de transição do presidente eleito está discutindo estratégias para melhorar a comunicação do Palácio do Planalto. As informações são de Malu Gaspar, no Globo online. Mas a grande preocupação nessa área é como enfrentar aquela que deve ser a…

A pouco menos de um mês da posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a equipe de transição do presidente eleito está discutindo estratégias para melhorar a comunicação do Palácio do Planalto.

As informações são de Malu Gaspar, no Globo online.

Mas a grande preocupação nessa área é como enfrentar aquela que deve ser a maior dor de cabeça pelos próximos quatro anos, pelo menos na arena digital: a máquina bolsonarista de fake news.

Os lulistas admitem que o PT ainda é um partido analógico e que penou nas últimas eleições para reduzir a desvantagem que tinha em relação à Bolsonaro no terreno das redes sociais.

Agora, avaliam que o governo Lula não pode passar mais quatro anos a reboque dos movimentos das redes sociais e do próprio bolsonarismo – precisa dominar a comunicação no ambiente digital.

Durante a campanha, o PT contou com o reforço de celebridades e a militância digital (e radical) do deputado federal André Janones (Avante-MG).

O parlamentar, porém, enfrentou muita resistência de aliados de Lula e não conseguiu assumir o controle da conta do petista no Facebook.

A discussão sobre quem deveria comandar o Facebook foi uma entre várias ocorridas nos bastidores, porque parte da equipe considerava a comunicação muito pasteurizada e pouco eficaz, com baixo engajamento em relação à de Bolsonaro.

Mas apesar de o diagnóstico sobre a situação ser consensual, o jeito de lidar com o problema ainda não é.

Ainda não está certo, por exemplo, como Lula vai se comunicar com os internautas. Bolsonaro conseguia manter sua estridente militância ativa nas redes com a ajuda das lives de quinta-feira, que acabaram deixadas de lado após a derrota nas urnas.

Integrantes da equipe de transição têm dúvidas se o estilo de Lula combina com as lives semanais, embora achem que poderia funcionar.

Um exemplo disso, segundo auxiliares do presidente eleito, é o episódio do podcast Flow do qual Lula participou quebrou recorde de audiência do programa nas redes, com mais de 1 milhão de visualizações simultâneas.

A falta de uma diretriz clara sobre a comunicação digital já começa a cobrar seu preço mesmo antes da posse.

Segundo um levantamento da consultoria especializada Bites, a rede de influenciadores digitais que foi “tão útil” na campanha de Lula “ainda não se engajou de maneira organizada na construção do novo governo”.

Na gestão Bolsonaro, cada iniciativa polêmica do governo era seguida por uma ofensiva de apoio nas redes por parte de ativistas, influenciadores e seguidores do presidente.

A conclusão óbvia é a de que é preciso ampliar a presença na esfera digital, criando diferentes conteúdos, como podcasts, para as mais diversas plataformas da internet.

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