Falta de estrutura e recursos levam Joaquim Barbosa a desistir da disputa pela Presidência

Ex-ministro do STF comunica ao Democracia Cristã que não será candidato ao Palácio do Planalto

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa decidiu não disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada à direção do Democracia Cristã (DC), legenda que havia lançado sua pré-candidatura em maio deste ano.

Segundo interlocutores de Barbosa, a falta de estrutura partidária e de recursos financeiros para viabilizar uma campanha nacional foram fatores determinantes para a desistência. O partido informou que uma posição oficial sobre o assunto será anunciada durante sua convenção nacional, cuja data ainda não foi definida.

Mudança de cenário eleitoral

A entrada de Joaquim Barbosa na corrida presidencial provocou uma crise interna no Democracia Cristã. Até então, o partido tinha como pré-candidato o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, que acabou sendo afastado da legenda durante o conflito político interno.

Posteriormente, a Justiça do Distrito Federal determinou a reintegração de Aldo Rebelo ao partido, reabrindo a disputa interna pela definição do nome que representará a sigla nas eleições presidenciais.

Com a saída de Barbosa, o cenário interno do DC volta a ficar indefinido, e a decisão final ficará a cargo da convenção nacional da legenda.

Desempenho nas pesquisas influenciou decisão

A desistência ocorre poucos dias após a divulgação de uma nova pesquisa de intenção de voto. No levantamento mais recente da Genial/Quaest, Joaquim Barbosa apareceu com apenas 1% das intenções de voto, desempenho considerado insuficiente para consolidar uma candidatura competitiva.

Aliados avaliam que, além da baixa pontuação nas pesquisas, a dificuldade de montar uma estrutura nacional de campanha reduziu as chances de viabilidade eleitoral do ex-presidente do STF.

Joaquim Barbosa ganhou projeção nacional ao atuar como relator do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal, tornando-se uma das figuras mais conhecidas da Corte. Após deixar o STF, seu nome passou a ser citado em diferentes momentos como possível candidato à Presidência, mas, mais uma vez, a candidatura não será levada adiante.

Convenção definirá próximos passos

Com a retirada de Joaquim Barbosa da disputa presidencial, o Democracia Cristã deverá definir, durante sua convenção nacional, qual será a estratégia para a eleição de 2026 e se lançará outro candidato ao Palácio do Planalto.

A expectativa é que a legenda anuncie oficialmente sua posição nas próximas semanas, encerrando a indefinição sobre a participação do partido na corrida presidencial.

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