Falso médico foragido há mais de 10 anos é preso em hotel de Copacabana

Bruno Scott usava identidade furtada de ex-namorado para trabalhar em hospitais

Bruno Scott, acusado de se passar por médico utilizando documentos furtados, foi preso no último sábado (23) em um hotel de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A captura foi realizada por agentes da 12ª DP (Copacabana), que cumpriram um mandado de prisão preventiva contra ele pelos crimes de exercício ilegal da Medicina, falsidade ideológica e falsa identidade. O suspeito estava foragido há mais de uma década.

As investigações revelaram que Bruno usava o diploma e a identidade do ex-namorado, um médico registrado em São Paulo, para atuar ilegalmente na área da saúde. Em 2014, ele chegou a ser contratado por duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em São João del-Rei e pelo Hospital São Vicente de Paula, em São Tiago, ambos em Minas Gerais. Para garantir a farsa, Bruno chegou a alterar a foto do RG apresentado durante a admissão.

A fraude foi descoberta quando o corpo técnico do hospital percebeu inconsistências na atuação do falso médico e entrou em contato com a unidade de saúde paulista onde o verdadeiro profissional trabalhava. Ao constatarem a irregularidade, os administradores do hospital mineiro denunciaram o caso à polícia, que iniciou a investigação.

Falso médico fugiu de Minas e desde então se escondia

Com a identidade exposta, Bruno fugiu de Minas Gerais e passou anos se escondendo. Em novembro de 2023, a Justiça expediu sua prisão, mas ele conseguiu evitar a captura ao não manter residência fixa e evitar o uso de veículos próprios, deslocando-se apenas por transporte público. Um monitoramento recente apontou que ele poderia estar no Rio de Janeiro, o que levou à sua localização no hotel carioca.

No momento da prisão, Bruno estava acompanhado de amigos e não ofereceu resistência. Além dos crimes relacionados ao exercício ilegal da Medicina, ele já tinha passagens por furto qualificado e tráfico internacional de drogas, tendo sido preso pela Polícia Federal em 2015 por trazer entorpecentes do Paraguai para São Paulo.

Segundo o delegado Angelo Lages, responsável pelo caso, até o momento não há indícios de que Bruno tenha atuado como falso médico no Rio de Janeiro. No entanto, ele afirma que novas denúncias podem surgir com a divulgação da prisão.

Bruno foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Com informações do Extra

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