Exército renova cúpula e reduz influência de ‘kids pretos’ na gestão Lula

Promoções sob comando de Tomás Paiva fortalecem confiança e estabilidade nas Forças Armadas

Desde a posse do general Tomás Paiva como comandante do Exército em janeiro de 2023, após os ataques golpistas de 8 de janeiro, mais da metade do Alto Comando foi renovada. Das 16 cadeiras, nove foram ocupadas por novos generais, fruto de promoções realizadas em março, julho e novembro. O processo tem mantido uma média de renovação anual de um quarto do colegiado.

O Alto Comando reúne os 16 generais de quatro estrelas, o topo da hierarquia militar, com mandatos de quatro anos. O grupo é responsável por deliberações estratégicas, como promoções e diretrizes institucionais, em reuniões realizadas no Quartel General, em Brasília. A atual composição é avaliada por Tomás Paiva como “homogênea e de confiança”, refletindo sua liderança.

General da cúpula rejeita rótulo de “melancias”

Entre os generais mais próximos do comandante estão Richard Fernandez Nunes, chefe do Estado-Maior, e José Ricardo Vendramin Nunes, comandante Militar do Norte. Ambos foram promovidos por Tomás Paiva e ocupam cargos estratégicos. Vendramin, em 2022, repudiou a rotulagem de generais como “melancias” — acusados de comunismo por não apoiarem atos golpistas investigados pela Polícia Federal.

Um marco da gestão de Tomás Paiva é a exclusão de generais conhecidos como “kids pretos”, oriundos das Forças Especiais, que dominaram a cúpula do Exército durante o governo Bolsonaro. Com ausência de candidatos dessa especialidade nas promoções de 2023 e 2024, o grupo perdeu influência. Durante o governo anterior, nomes como Marco Antônio Freire Gomes, Júlio César de Arruda e Estevam Theophilo integraram o Alto Comando. Este último, investigado por participação em atos golpistas, nega as acusações.

As investigações apontam o envolvimento de 24 militares em planos para impedir a posse de Lula, entre eles Jair Bolsonaro e membros das Forças Especiais. Tomás Paiva é avaliado positivamente pelo governo como peça-chave na estabilização das Forças Armadas. Se mantido no cargo até o final do mandato de Lula, ele terá mais seis rodadas de promoções para aprofundar as mudanças no Alto Comando.

Com informações do Diário do Centro do Mundo

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