Exército não aplicará medidas disciplinares contra militares implicados em roteiro golpista até conclusão de investigações

Dez militares foram alvos de mandados de busca e apreensão ou de prisão, além de membros da reserva e do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier

A despeito dos desdobramentos da operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (8), o Exército decidiu que não abrirá, neste momento, apurações disciplinares contra militares implicados na trama golpista que tinha como objetivo manter Jair Bolsonaro na presidência.

Segundo apurou a equipe da jornalista Malu Gaspar, no Globo, a instituição só tomará medidas internas após a conclusão das investigações da Justiça civil, mas cumprirá os pedidos de afastamento das funções da ativa.

Ao todo, dez militares foram alvos de mandados de busca e apreensão ou de prisão, além de membros da reserva e do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier. Entre os integrantes do Exército presos nesta quinta-feira estão o coronel Marcelo Câmara e o major das Forças Especiais Rafael Martins de Oliveira.

O coronel Bernardo Romão Corrêa Netto, que está nos Estados Unidos e também teve sua prisão determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, será repatriado pela instituição para o cumprimento do mandado de prisão.

Os demais sete militares alvos da PF tiveram a suspensão de suas funções determinada por Moraes.

O chefe do Exército, general Tomás Paiva, foi comunicado previamente sobre o teor da operação, mas não foi informado sobre quais militares seriam alvo da PF. A diretriz interna é apoiar institucionalmente as investigações do Supremo e, ao mesmo tempo, manter a salvaguarda institucional aos investigados.

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