Militares usaram carro do Exército para monitorar Moraes em plano golpista contra Lula

Vigilância ocorreu inclusive em frente ao apartamento funcional do ministro em Brasília

Detalhes da investigação da Polícia Federal (PF) que levaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) a endossar e o Supremo Tribunal Federal (STF) a autorizar a operação desta terça-feira (19) revelam o uso de aparelhos do Estado, do Exército, na arapongagem e ameaça a autoridades para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2023.

Segundo dados da investigação divulgados pelo blog da Daniela Lima, no portal g1, há suspeitas de que carros do Exército foram usados para vigiar o ministro Alexandre de Moraes, inclusive em seu apartamento funcional.

Em decisão, o ministro afastou das funções públicas três dos militares da ativa envolvidos no caso. A PF deflagrou operação hoje e prendeu cinco integrantes das Forças acusados até de tramar os assassinatos de Moraes, de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Um dos presos era da Polícia Federal e outros quatro pertenciam à tropa de elite do Exército, conhecida como “kids pretos” (foto da matéria).

O ministro, com pedido da PF e da PGR, determinou que o Exército informe o itinerário dos carros usados na suposta arapongagem no final de 2022.

O caso tem implicações para dois dos principais ex-auxiliares de Jair Bolsonaro (PL): Mauro Cid, que era ajudante de ordens, e Marcelo Câmara, que atuava como assessor.

Ambos trocavam informações sobre o itinerário de integrantes do Supremo. Cid prestará depoimento nesta terça e seu acordo de delação está sob reavaliação.

Moraes, segundo a reportagem apurou, também determinou a apreensão dos passaportes dos alvos da operação desta terça.

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