O Exército informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que duas das oito armas atribuídas ao ex-presidente Jair Bolsonaro não estão sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília. A informação consta em ofício encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (6), em resposta à determinação para que todo o armamento fosse entregue à Polícia Federal (PF).
Segundo o documento, as demais seis armas já foram repassadas à PF, conforme ordem judicial.
Seis armas foram entregues
O ofício é assinado pelo comandante do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, tenente-coronel Caio de Vargas Lisboa. No texto, o militar informa que seis armas e os demais materiais listados na decisão de Alexandre de Moraes já foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal.
A manifestação foi apresentada após o ministro determinar a transferência dos armamentos que, segundo a defesa de Bolsonaro, permaneciam acautelados na unidade militar.
Duas armas não foram localizadas
O Exército afirma que dois armamentos citados na decisão judicial não se encontram sob sua guarda: uma pistola Glock calibre 9 mm e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12, ambas de uso permitido.
O documento não informa onde essas armas estariam atualmente.
Defesa ainda não se manifestou
Após a comunicação do Exército ao STF, a defesa de Jair Bolsonaro foi procurada para esclarecer o paradeiro da pistola Glock e da espingarda, mas ainda não havia se manifestado até a publicação das informações.
Também não foi informado se os armamentos foram encaminhados a outro órgão ou permanecem em local distinto do indicado anteriormente.
Decisão de Moraes
A ordem de Alexandre de Moraes foi expedida depois que os advogados do ex-presidente comunicaram ao STF que duas armas já haviam sido entregues à Polícia Federal, em abril de 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Segundo a defesa, as demais oito armas permaneciam sob guarda do Exército, motivo pelo qual o ministro determinou sua imediata transferência para a Polícia Federal.
Além dessas oito armas, Moraes também determinou que a PF verificasse se já estava de posse de outros dois armamentos — uma carabina/fuzil Caracal calibre 5,56 mm e uma pistola Caracal calibre 9 mm — que, de acordo com a defesa, haviam sido entregues anteriormente.






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