RICARDO BRUNO
Pressionado pelo PT para ceder a vaga de vice, o prefeito Eduardo Paes já tem na ponta da língua a resposta que dará à presidente do partido, Gleisi Hoffmann. Na noite desta terça-feira, ela promoveu reunião no Palácio do Planalto com aliados a fim de acertar novos para lances da estratégia de pressão máxima sobre o prefeito.
Um fonte com livre trânsito no gabinete de Eduardo Paes antecipou à Agenda Poder que o alcaide vai refrescar a memória da dirigente petista, recordando os termos do acordo firmado no início de 2023, quando o partido obteve o direito de ocupar três secretarias com a contrapartida do apoio em 2024.
Além de Gleisi Hoffmann, estavam presentes o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e dirigentes estaduais da sigla. À época, ninguém discordou. Não houve qualquer ponderação. E não foi exigido o cargo de vice. Em seguida, o acordo foi levado ao presidente Lula, que também aquiesceu com a negociação.
Em conversas reservadas, o prefeito tem recordado o encontro e comentado: “Eu pensei que ela cumprisse acordo”.
Na reunião desta terca-feira, Gleisi ficou de pedir um encontro com Paes nesta semana. Ela vai formalizar a ideia de criar uma dissidência interna de apoio à candidatura de Tarcísio Motta, caso André Ceciliano ou Adilson Pires não fiquem com a vice.
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