Rodrigo Dunshee, ex-vice-presidente geral do Flamengo, virou réu em uma ação penal que apura crimes de calúnia, difamação e injúria. A decisão foi tomada pela Justiça do Rio de Janeiro, que acolheu uma queixa-crime apresentada pelo deputado federal Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do clube, informa Lauro Jardim, em O Globo.
O caso envolve a suspeita de que Dunshee teria sido o responsável por um perfil falso no X (antigo Twitter), onde foram publicadas mensagens difamatórias.
Parecer do MP favorável à abertura de ação
O juiz Leonardo Rodrigues seguiu o parecer do Ministério Público, que já havia se manifestado favorável ao andamento da ação penal. Segundo o magistrado, os argumentos apresentados pela defesa de Dunshee — como questionamentos sobre a autenticidade de prints, análises técnicas de IP e horários das postagens — dizem respeito ao mérito do processo e não impedem o recebimento da denúncia.
O magistrado destacou que tais alegações exigem “dilação probatória”, ou seja, a coleta de mais provas ao longo da instrução processual.
Investigação policial e provas digitais
No início do ano, a Polícia Civil já havia indiciado Dunshee após concluir que havia indícios suficientes de autoria. Os investigadores apontaram que as evidências técnicas e o contexto das publicações ligavam o ex-dirigente ao perfil “Roberto Dodien”, suspeito de ser falso.
Entre os elementos reunidos, estão capturas de tela que mostram posts publicados quase simultaneamente tanto na conta atribuída a Dodien quanto no perfil oficial de Dunshee.
A investigação ainda revelou que uma das postagens foi feita a partir de uma rede de internet utilizada em uma academia frequentada pelo ex-vice-presidente do Flamengo. A suspeita cresceu após um episódio em que Dunshee publicou um texto em sua própria conta no X, apagou logo em seguida, e a mesma mensagem reapareceu pouco depois no perfil falso, que foi excluído após denúncias de seguidores.
Defesa e rejeição de conciliação
A defesa de Bandeira de Mello pediu a condenação de Dunshee em julho deste ano. Antes disso, houve tentativa de conciliação, mas o ex-dirigente rubro-negro rejeitou o acordo. Desde o início, ele nega envolvimento com o perfil falso e contesta todas as acusações.
Agora, com a ação penal em curso, o caso seguirá para a fase de instrução, em que testemunhas e provas técnicas deverão ser analisadas para definir se o ex-vice-presidente do Flamengo será ou não condenado.






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