O delegado Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, definiu seu futuro político nesta terça-feira (31), após deixar a pasta na última semana para focar na disputa eleitoral. O policial assinou sua filiação ao Progressistas (PP) e confirmou que disputará uma vaga de deputado federal em outubro. A decisão encerra semanas de especulações que colocavam Curi no radar de legendas como PL, Novo e PSDB.
A escolha pelo PP foi costurada a partir de uma coalizão partidária e contou com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. O movimento indica uma aliança estratégica entre o clã Bolsonaro e o PP no estado para fortalecer a pauta de segurança pública na bancada federal.
A formalização da filiação do ex-secretário de Cláudio Castro (PL) — quando ainda era governador — contou com a presença do presidente do PP no Rio, Dr. Luizinho, e do prefeito de Belford Roxo — e pré-candidato a uma vaga no Senado —, Márcio Canella (União), que chegou a fazer uma publicação nas redes sociais dando as boas-vindas ao aliado.
Policial que teve perna amputada em megaoperação na Zona Norte se filiou ao PP junto de Curi
Também esteve presente o delegado Bernardo Leal, que se filiou à sigla ao lado de Curi e deve disputar uma cadeira na Alerj pelo partido. O policial, cuja atuação também será focada na área da segurança, ficou conhecido após ter uma das pernas amputadas ao ser baleado durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte, em setembro do ano passado. Na época, chegou a ser chamado de “herói” pelo agora correligionário.
“Um herói das polícias, um herói do Rio e um herói nacional. Além disso, é um exemplo de ser humano para todos nós”, declarou Curi na ocasião.
O tiro causou fratura no fêmur e rompeu a artéria e a veia femoral, deixando o policial com risco de vida. Por conta dos ferimentos, ele precisou ser submetido a nove cirurgias e ficou afastado por três meses do trabalho na corporação
Meta de ex-secretário é assumir a Comissão de Segurança da Câmara
Nos bastidores, o objetivo da candidatura de Curi já está traçado. Caso conquiste a cadeira em Brasília, o delegado deve mirar a presidência da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, um dos colegiados mais estratégicos para o setor.
A trajetória de Curi à frente da Polícia Civil e sua proximidade com lideranças da direita fluminense o posicionam como um dos principais nomes da direita na disputa deste ano, prometendo polarizar o debate sobre o enfrentamento à criminalidade nas terras fluminenses.






Deixe um comentário