“Eu não acredito em Estado que deve, que não se importa com a dívida”, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou partidos progressistas que defendem o endividamento do Estado como solução para eventual aperto orçamentário. Haddad participou na última sexta-feira do programa Reconversa, do jornalista Reinaldo Azevedo. A transmissão ocorreu nesta segunda-feira. — Eu sou de esquerda, e eu nunca defendi outra coisa no ponto de vista das finanças…

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou partidos progressistas que defendem o endividamento do Estado como solução para eventual aperto orçamentário.

Haddad participou na última sexta-feira do programa Reconversa, do jornalista Reinaldo Azevedo. A transmissão ocorreu nesta segunda-feira.

— Eu sou de esquerda, e eu nunca defendi outra coisa no ponto de vista das finanças públicas. Eu não acredito em Estado que deve, que não se importa com a dívida. Eu nunca acreditei nisso. Eu lamento afirmar que eu não consigo compreender quem se diz progressista e defende esse ponto de vista — afirmou o ministro.

Para ele, por outro lado, há situações históricas que o Estado tem que ‘fazer déficit’ e cita a pandemia de Covid-19 como exemplo. Agora, o governo busca o equilíbrio fiscal no pós-pandemia, diz ele.

Fernando Haddad também avaliou que uma taxa básica de juros em patamar baixo durante o primeiro ano de pandemia gerou inflação na economia. A Selic ficou em 2% de agosto a dezembro de 2020.

Ele voltou a defender a continuidade do ciclo de queda para um patamar que ‘não gere inflação’. A Selic, no início do mês, foi reduzida de 13,75% para 13,25%.

— Se isso acontecer (garantia das metas de equilíbrio fiscal), você vai ver esse país entrar em um ciclo de desenvolvimento sustentável virtuoso, vamos ter um crescimento que não observamos há muito tempo, vamos ter a taxa de juros cair como há muito tempo não se vê. No caso da taxa de juros, nós vimos há pouco tempo uma taxa de juros muito baixa, mas que trouxe problemas, eu quero uma taxa de juros baixa que não traga a inflação de volta — disse.

Com informações do GLOBO.

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