O adolescente de 17 anos suspeito de atrair uma estudante para o apartamento onde ocorreu um estupro coletivo em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e visto pela polícia como mentor do crime, será apresentado à Justiça na próxima terça-feira (10).
A audiência está marcada para ocorrer na Vara da Infância e da Juventude, responsável por analisar casos envolvendo menores de idade em conflito com a lei.
O episódio ganhou grande repercussão nos últimos dias devido à violência do crime contra a adolescente.
Audiência vai definir situação do adolescente
Durante a sessão, o juiz deve avaliar as circunstâncias da apreensão, ouvir o adolescente e decidir se ele continuará internado no sistema socioeducativo.
Também poderá ser definido para qual unidade o jovem será encaminhado enquanto o processo judicial segue em andamento.
O adolescente está atualmente sob responsabilidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).
Suspeito se entregou à polícia
Após se apresentar à polícia na tarde de sexta-feira (6), na delegacia de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o jovem passou pelos procedimentos iniciais de triagem.
Até então, ele era considerado foragido pelas autoridades.
Um dia antes da apresentação, a Justiça havia determinado a internação provisória do adolescente e autorizado mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele.
Nova denúncia mudou posição do Ministério Público
Inicialmente, o Ministério Público havia se posicionado contra a internação do jovem.
No entanto, o entendimento mudou após o surgimento de uma nova denúncia envolvendo um caso semelhante.
Segundo o relato, outra vítima afirmou ter sido alvo de um crime parecido há três anos, quando tinha 14 anos.
Adultos também são investigados
De acordo com os promotores, o novo depoimento apresenta características semelhantes ao episódio investigado em Copacabana, ocorrido no dia 31 de janeiro.
A partir dessa informação, o Ministério Público passou a considerar a possibilidade de um padrão de comportamento e solicitou a internação do adolescente.
Além dele, quatro homens maiores de idade também são acusados de participação no crime: Vitor Hugo Simonin, Bruno Felipe Allegretti, Mattheus Verissimo e João Gabriel Berthô.
Os quatro se apresentaram à polícia ao longo da semana, passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão preventiva mantida pela Justiça, permanecendo detidos enquanto o processo continua em andamento.






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