O Brasil conquistou destaque na nova edição do QS Best Student Cities Rankings, ao colocar duas de suas maiores metrópoles entre as dez melhores cidades da América Latina para estudar: São Paulo e Rio de Janeiro. O levantamento, divulgado neste mês pela consultoria britânica QS Quacquarelli Symonds, avalia 150 destinos ao redor do mundo com base em critérios como qualidade acadêmica, custo de vida, diversidade estudantil, empregabilidade e percepção dos alunos.
De acordo com a classificação, São Paulo ocupa a 101ª posição no ranking global e o 5º lugar entre as cidades latino-americanas. Já o Rio de Janeiro aparece na 144ª posição mundial e em 8º lugar na América Latina. Apesar de os dois centros urbanos brasileiros terem apresentado variações em relação ao ano anterior — São Paulo caiu quatro posições e o Rio subiu duas —, ambos mantêm relevância no cenário educacional da região.
A liderança latino-americana ficou com Buenos Aires, que ocupa o 32º lugar global. Mesmo enfrentando desafios financeiros e cortes no orçamento da educação, a capital argentina foi reconhecida pela diversidade de sua comunidade acadêmica, pelo ambiente estudantil vibrante e pela qualidade de vida. O ranking também inclui Santiago (50º), Cidade do México (73º), Bogotá (99º), Monterrey (111º) e Lima (126º).
No cenário global, o destaque foi para Seul, que conquistou o primeiro lugar como melhor cidade estudantil do mundo, desbancando Londres pela primeira vez desde a criação do ranking. A capital sul-coreana foi elogiada por sua combinação de excelência acadêmica, segurança, inovação e riqueza cultural. “Este reconhecimento reafirma a crescente confiança global no sistema de ensino superior da Coreia”, afirmou Ju-Ho Lee, vice-primeiro-ministro e ministro da Educação do país.
Londres, que liderou o ranking nos últimos seis anos, caiu para o terceiro lugar, atrás também de Tóquio, principalmente devido à queda no indicador de acessibilidade.
O QS Best Student Cities Rankings é elaborado anualmente com base em dados de universidades, estatísticas públicas e feedback de estudantes internacionais, sendo uma das principais referências para jovens que planejam estudar fora ou em grandes centros acadêmicos. A presença de São Paulo e Rio de Janeiro no top 10 da América Latina reforça o papel do Brasil como um polo regional de educação superior e diversidade cultural.






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