Estudantes da USP decretam greve e ampliam mobilização em apoio a servidores

: Paralisação foi aprovada em assembleia no campus Butantã e depende de adesão por unidades

A greve estudantil na Universidade de São Paulo (USP) ganhou força nesta quarta-feira (15), após assembleia geral realizada no campus Butantã. Convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme, a reunião aprovou a paralisação por tempo indeterminado, em apoio ao movimento dos funcionários técnico-administrativos.

A decisão ocorre em meio a uma mobilização já em curso entre os servidores da universidade, que reivindicam melhorias salariais e criticam políticas internas consideradas desiguais. A adesão dos estudantes amplia a pressão sobre a administração da instituição.

Apesar da aprovação em assembleia geral, a paralisação ainda será debatida e votada em cada curso e unidade da USP ao longo dos próximos dias.

Adesão à greve será definida por unidades acadêmicas

Segundo informações divulgadas após a assembleia, alguns cursos já decidiram aderir à greve. Entre eles estão Química, Arquitetura e Urbanismo, Design, História e o Instituto de Geociências.

Outras unidades acadêmicas programaram votações internas entre quinta-feira (16) e sexta-feira (17), o que deve definir o alcance real da paralisação no conjunto da universidade.

A expectativa do movimento estudantil é ampliar a adesão gradualmente, consolidando uma mobilização conjunta entre alunos e servidores.

Reivindicações envolvem permanência e condições estudantis

Entre as principais pautas apresentadas pelos estudantes estão melhorias nas condições dos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões, e o aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil.

Os alunos defendem que o benefício alcance o equivalente a um salário mínimo paulista, além da ampliação de políticas de permanência para estudantes em situação de vulnerabilidade.

Também fazem parte das reivindicações a defesa de espaços estudantis e a busca por isonomia entre docentes e funcionários técnico-administrativos.

Greve dos servidores motivou mobilização estudantil

O movimento dos servidores teve início após críticas à concessão da Gratificação por Atividades Estratégicas Complementares, no valor de R$ 4.500 mensais, destinada exclusivamente a docentes.

A medida foi interpretada por trabalhadores como um fator de desigualdade dentro da universidade, o que impulsionou a paralisação da categoria.

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