O Estreito de Ormuz voltou ao centro das tensões internacionais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir publicamente que várias potências enviem navios de guerra para garantir a segurança da rota marítima mais estratégica do comércio global de petróleo.
Em publicação na rede social Truth Social neste sábado (14), Trump convocou países como China, França, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul a atuarem “em conjunto com Washington” para manter aberta a passagem marítima, atualmente afetada pelo bloqueio imposto pelo Irã.
O Estreito de Ormuz é responsável pelo escoamento de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo, o que o torna um dos pontos mais sensíveis da geopolítica energética global. Segundo Trump, a comunidade internacional precisa agir para evitar que a passagem se torne refém das tensões militares na região.
Na mensagem, o presidente americano afirmou que “de um jeito ou de outro” o estreito será aberto e permanecerá seguro para a navegação. Ele também indicou que os Estados Unidos podem começar a escoltar petroleiros que cruzem a região, mesmo em meio à guerra em curso.
Escalada militar no Golfo Pérsico
O pedido ocorre um dia depois de os Estados Unidos realizarem um grande ataque militar contra alvos na Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico. De acordo com o Pentágono, a operação atingiu instalações militares na ilha, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã.
Trump afirmou que os bombardeios “obliteraram completamente todos os alvos militares” na área, mas disse ter optado por não atingir a infraestrutura petrolífera iraniana, pelo menos por enquanto.
O presidente advertiu, no entanto, que essa decisão pode ser revista caso Teerã tente impedir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.
Resposta do Irã aumenta tensão
Poucas horas após a declaração americana, o Irã respondeu afirmando que mantém controle total sobre o estreito e que qualquer tentativa de trânsito de navios ligados aos “agressores e seus aliados” poderá ser alvo de ataques.
A troca de ameaças ocorre em meio a uma escalada regional que inclui ataques a petroleiros e incidentes envolvendo embarcações no Golfo Pérsico. O Gabinete de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou ter recebido cerca de 20 relatos recentes de incidentes na região, sendo que 16 embarcações teriam sido atacadas.
Apesar do apelo de Trump, até o momento nenhum dos países citados confirmou o envio de navios de guerra. Autoridades europeias indicaram que conversas sobre uma eventual coalizão naval ainda estão em estágio preliminar e podem levar semanas para avançar.
Enquanto isso, o Estreito de Ormuz segue como um dos principais focos de instabilidade global, com impacto direto no mercado de energia e no equilíbrio geopolítico do Oriente Médio.






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