O prefeito Eduardo Paes usou as redes sociais nesta quinta-feira (10) para rebater matérias veiculadas pela imprensa sobre o impasse entre a Prefeitura do Rio e o governo estadual em relação à integração tarifária do novo cartão Jaé e o sistema Riocard.
Em um vídeo publicado no Intagram, Paes falou sobre a decisão da Justiça que suspendeu temporariamente a exclusividade do Jaé para idosos e determinou a liberação de forma gratuita.
“O que a decisão judicial diz é aquilo que a gente tem reiterado: o idoso não necessariamente precisa estar com cartão do Jaé para entrar e usar da sua gratuidade. A lei federal estabelece que basta apresentar a identidade”, disse.
Assista o vídeo:
A partir de 2 de agosto, o uso do cartão será obrigatório nos transportes municipais da capital. Também em seu perfil no X, o prefeito disse que já vem solicitando a integração há dois anos.
“No município estamos acabando com a Caixa Preta das empresas de ônibus. No Estado eles querem manter a máfia do Riocard. Simples assim. Estamos solicitando essa integração ao Estado tem dois anos e simplesmente a Riocard não recebe o comando do Estado para fazer”, escreveu.
A indefinição afeta principalmente os passageiros que usam o metrô apenas dentro dos limites da capital e dependem da integração com os ônibus municipais. Atualmente, com o uso do Bilhete Único, a tarifa integrada é de R$ 7,50. Sem a integração, o custo salta para R$ 12,60 — R$ 7,90 do metrô e R$ 4,70 do ônibus.
Em outro trecho, o prefeito voltou a atacar a gestão estadual e a imprensa: “Que equivalência estúpida. Que gente desinformada! Lamentável. Em tempo: provavelmente passarão a me bater ou insistir no tema nos próximos tempos com raiva do meu comentário. Não tem jeito: vamos acabar com a caixa preta e com a raposa cuidando do galinheiro”.
Apesar do prazo se aproximar, os validadores do cartão Jaé ainda não foram instalados nas estações do MetrôRio. A concessionária afirma que aguarda orientações do governo do estado sobre como será feita a integração com o novo sistema municipal.
“Entende que é fundamental que seja previamente desenvolvida, testada e divulgada solução de integração entre os sistemas para evitar qualquer perda de benefícios aos passageiros, sobretudo para aqueles que utilizam a Tarifa Social e o Bilhete Único Intermunicipal”, afirmou o MetrôRio, em nota.
A Prefeitura do Rio, por sua vez, responsabiliza o MetrôRio pela ausência dos validadores. “O MetrôRio deve instalar os validadores do Jaé para garantir a integração entre os modais. Desde o ano passado a SMTR realiza reuniões e oficia o operador do metrô cobrando esta instalação.”
O Riocard continuará sendo aceito nos ônibus municipais apenas por usuários do Bilhete Único Intermunicipal (BUI), benefício estadual voltado a pessoas com renda de até R$ 3.205,20. Para os demais, a partir de agosto, o Jaé será o único meio de pagamento aceito nos ônibus da capital.
O governo do estado informou que um grupo de trabalho foi criado, com participação de técnicos da prefeitura, do estado e representantes das operadoras RioCard e Jaé, para discutir alternativas. Segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana, um convênio está em fase final de negociação e passa por análise das duas administrações.
NOTA DA RIOCARD
1 – A Riocard não tem nenhuma responsabilidade sobre o mau planejamento e a má gestão do processo de implementação do Jaé.
2 – A Riocard colaborou sempre que foi solicitada pela Secretaria Municipal de Transportes e cumpriu todas as determinações recebidas.
3 – A própria Prefeitura estabeleceu no edital de licitação da nova bilhetagem que o cadastramento e a emissão das gratuidades seria responsabilidade da nova concessionária, que assinou contrato com o governo municipal em dezembro de 2022. Assim, cabia à administração municipal exigir da empresa operadora do Jaé o cumprimento das suas determinações.
4 – Não é mais razoável a Prefeitura culpar a Riocard pelos transtornos causados à população considerando que o período de transição entre os dois sistemas se arrasta há mais de dois anos e meio e tem sido marcado por seguidos descumprimentos de contrato e adiamentos do início da operação por Incapacidade técnica da empresa responsável pela nova bilhetagem da cidade do Rio.





