A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada na madrugada deste sábado, provocou imediata celebração entre políticos de esquerda nas redes sociais. Parlamentares afirmaram que a medida representa uma resposta institucional à tentativa de golpe de Estado e defenderam a ação policial como necessária para evitar uma fuga.
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, declarou que, mesmo em prisão domiciliar, Bolsonaro seguia atuando politicamente para tensionar o ambiente e pressionar instituições. Para o parlamentar, a mobilização organizada por aliados buscava criar clima de intimidação ao STF e à Polícia Federal.
Segundo ele, havia risco de desestabilização institucional e interferência no processo, com possível aglomeração para impedir a prisão definitiva, inclusive com armas de fogo, além de indicar possível intenção de fuga.
Decisão de Moraes e fundamentos
A prisão foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes devido à vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.
Moraes também registrou que a tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro desde julho foi violada no início da madrugada, indicando, segundo ele, a possibilidade de fuga e até mesmo pedido de asilo em embaixadas, aproveitando eventual tumulto diante da residência.
A medida é preventiva e não corresponde ao cumprimento da pena de 27 anos e três meses pela tentativa de golpe de Estado, processo que ainda aguarda julgamento de recursos no Supremo.
Reações de líderes partidários
O ex-ministro José Dirceu afirmou que a prisão representa um recomeço para o Brasil e escreveu que o chefe da tentativa do golpe está preso. Já o deputado Túlio Gadelha ironizou a atuação dos filhos do ex-presidente e lembrou que Bolsonaro já estava em prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares relacionadas à investigação sobre Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Para ele, Eduardo garantiu a tornozeleira eletrônica e Flávio garantiu a prisão preventiva.
O líder do governo Lula na Câmara, José Guimarães, afirmou que o país vive um momento histórico e declarou que quem atacou a democracia vai pagar por isso. A líder do PSOL na Câmara, Talíria Petrone, disse ter sido acordada por um alarme diferente nesta manhã ao saber da prisão. Em suas palavras, o Brasil sorri. Grande dia.






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