Esquema de segurança do G20 terá sistemas antidrone, varreduras antibomba e 17,5 mil agentes em serviço

Secretário de Segurança Pública, Victor Santos, destacou que a principal missão da operação é preservar a imagem do Brasil e do Rio de Janeiro durante o evento

O esquema de segurança para o evento do G20 incluirá sistemas antidrone e varreduras antibomba durante todos os dias do encontro. A informação foi divulgada no Centro Integrado de Comando e Controle, onde as forças estaduais detalharam o plano especial de segurança. A operação contará com a participação de 17,5 mil agentes, englobando membros da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e do programa Segurança Presente.

O G20 acontecerá no Museu de Arte Moderna (MAM), localizado no Parque do Flamengo, nos dias 18 e 19 (segunda e terça-feira). Durante a cúpula, líderes das 19 maiores economias do mundo, além de representantes da União Europeia e da União Africana, debaterão questões urgentes como os impactos das mudanças climáticas.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, destacou que a principal missão da operação é preservar a imagem do Brasil e do Rio de Janeiro durante o evento. “A nossa missão maior é a proteção reputacional, ou seja, a imagem do Brasil e do Estado do Rio de Janeiro. As Forças de Segurança Pública estão preparadas para garantir o sucesso deste evento, assegurando a tranquilidade e segurança de todos os presentes durante o período”, afirmou Santos.

As medidas de segurança reforçadas refletem a preocupação das autoridades em garantir um ambiente seguro para os chefes de Estado e delegações, ao mesmo tempo que ressaltam o compromisso em transmitir uma imagem positiva do país para a comunidade internacional.

O secretário do Gabinete de Segurança Institucional, Edu Guimarães, informou que o GSI implantou um sistema de monitoramento e neutralização de drones na Marina da Glória. O sistema monitorará um raio de 14 km, abrangendo do MAM ao aeroporto do Galeão e do MAM a São Conrado.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que está em contato com órgãos no Distrito Federal após o ataque realizado na noite de quarta-feira por um homem na Praça dos Três Poderes. O Santos acompanha o caso junto aos secretários de Segurança do STF, Marcelo Canizares Schettini Seabra, e de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, monitorando os desdobramentos.

— Por enquanto, não há nenhum fato objetivo que indique que esse senhor que cometeu esse ato ontem tenha planejado, efetivamente, uma ação no Rio de Janeiro — disse Victor Santos. — O nível de segurança é o máximo previsto internacionalmente. Claro que o ocorrido gera uma tensão maior. Toda a segurança está com a atenção voltada para esse fato. Mas aquele tipo de explosivo era caseiro, não sofisticado, o que poderia ter sido evitado com uma boa revista. Por isso, a importância dos nossos bloqueios. O que aconteceu faz com que tenhamos ainda mais atenção no acesso das pessoas aos eventos que vão acontecer nos próximos dias.

Já o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, disse que o esquadrão antibomba da CORE fará uma varredura diária em busca de explosivos durante todos os dias do evento. Serão 1.200 policiais dedicados à segurança do G20 atuando nos próximos dias. Além disso, foi criada uma Central de Flagrante extraordinária na Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte do Rio.

O Coronel Marcelo Menezes, secretário de estado da PM, afirmou que a tropas especiais ficarão em pronto emprego para qualquer acionamento que for necessário. Ele ainda explicou que haverá mais de 15 mil PMs nas ruas em todos os dias de evento, além de 573 viaturas, aeronaves e drones que vão reforçar o monitoramento.

— Utilizaremos toda a nossa expertise operacional para garantir, mais uma vez, um grande evento na cidade e no estado do Rio de Janeiro. Estamos categoricamente preparados para isso — afirmou Menezes.

O Batalhão Tático de Motocicletas da PM atuará em apoio à central de escoltas do G20, que funcionará no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). A operação de escolta será coordenada pela PRF.

Maria Rosa Loduca Nebel, secretária de Administração Penitenciária, afirmou que a pasta usará, durante os dias de evento, uma ferramenta que identifica e bloqueia o sinal telefônico no ambiente prisional. Cerca de 600 policiais penais também ficarão em prontidão para qualquer ocorrência.

— A Subsecretaria de Inteligência, por meio da Senappen, estará com o corpo técnico vindo de Brasília para operar uma ferramenta de detecção de uso de aparelho celular, capaz de bloquear o sinal telefônico no ambiente prisional onde o dispositivo será instalado — explicou ela.

O evento para apresentar o plano de segurança contou com a presença da Maria Rosa Loduca Nebel, secretária de Administração Penitenciária, Felipe Curi, secretário da Polícia Civil, Edu Guimarães, secretário de Gabinete de Segurança Institucional, Victor Santos, secretário de Segurança Pública, Coronel Marcelo Menezes, secretário de estado da PM, e Jeanine Domenech, subsecretaria de Projetos Especiais da Segov.

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