‘Espero que tenham aprendido a lição’: ao assinar acordo sobre Mariana, Lula critica mineradoras e cobra responsabilidade (veja vídeos)

Presidente diz que seria “infinitamente mais barato” ter investido em prevenção: indenizações devem chegar a R$ 170 bilhões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta sexta-feira (25) da cerimônia de assinatura do novo acordo referente à tragédia de Mariana, que ocorreu em 2015 em Minas Gerais, envolvendo mineradoras. Este foi seu primeiro evento público após um recente acidente doméstico.

Durante a cerimônia, Lula destacou a importância do acordo, que prevê o pagamento de R$ 132 bilhões somente ao poder público por parte das empresas responsáveis pela tragédia. A previsão é o que o total das indenizações chegue a cerca de R$ 170 bilhões.

Para Lula, as mineradoras deveriam ter aprendido uma importante lição com a tragédia, já que ações preventivas teriam sido mais econômicas do que os custos gerados pelo desastre. “Eu espero que as empresas mineradoras tenham aprendido uma lição. Ficaria muito mais barato ter evitado o que aconteceu. Infinitamente mais barato. Certamente não custaria R$ 20 bilhões evitar a desgraça que aconteceu”, lamentou o presidente

Em seu discurso, o presidente relembrou sua experiência no movimento sindical e ressaltou o valor de acordos entre empresas e trabalhadores, embora alguns desses compromissos nem sempre fossem ideais em todos os pontos. “Sei que para muita gente, embora este acordo tenha a cifra de R$ 170 bilhões, certamente pelo montante seja o maior acordo já feito na história moderna do capitalismo”, afirmou Lula.

O presidente também mencionou a falta de transparência em torno dos gastos da Fundação Renova, criada para gerir as ações de reparação: “Nem o Ministério Público sabe, nem a Defensoria sabe, nem os governos dos estados sabem e nem o governo federal sabe”.

Presidente volta a criticar a privatização da Vale

Lula também expressou sua insatisfação com a privatização da Vale, ressaltando como a transição da empresa para o setor privado dificultou negociações, uma vez que seus acionistas possuem interesses diversificados. “É muito difícil negociar com a ‘corporation’, que a gente não sabe quem é o dono, que tem muita gente dando palpite e que muitas vezes o dinheiro que poderia ter evitado a desgraça que aconteceu é utilizado para pagar dividendos”, afirmou.

O presidente enfatizou a necessidade de maior responsabilidade corporativa, sugerindo que evitar desastres como o de Mariana passa pela revisão de práticas e pela transparência na gestão dos recursos.

Com informações de Brasil 247

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