Entidades civis e policiais se unem para acompanhar operação que já deixou 14 mortos na Baixada Santista

A atuação da Polícia Militar de São Paulo na Baixada Santista será acompanhada por um comitê de crise formado por representantes de entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, a Ouvidoria das Polícias e a Defensoria Pública de São Paulo. A decisão foi tomada nesta terça-feira (1/8) em reunião na…

A atuação da Polícia Militar de São Paulo na Baixada Santista será acompanhada por um comitê de crise formado por representantes de entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, a Ouvidoria das Polícias e a Defensoria Pública de São Paulo.

A decisão foi tomada nesta terça-feira (1/8) em reunião na capital paulista, conforme informações da coluna de Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo. O grupo irá pedir o fim das operações do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no litoral e transparência nas investigações da ação da polícia que deixou ao menos 14 mortos. Integrantes do comitê vão ao Guarujá amanhã (2) para fazer diligências nas comunidades afetadas pela megaoperação e conversar com familiares das vítimas.

Ainda vão participar do grupo o Sindicato das Advogadas e Advogados de São Paulo (Sasp), o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) e parlamentares do PT e do PSOL.

A presidente da OAB-SP, Patricia Vanzolini, e a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da entidade, Priscila Beltrame, participaram do encontro desta terça.

Um representante do Ministério dos Direitos Humanos foi à reunião, mas, de acordo com pessoas presentes ouvidas pela coluna, a possibilidade de participação da pasta no comitê ainda será internamente.

A vereadora Luna Zarattini (PT) e os deputados estaduais Eduardo Suplicy (PT), Paulo Fiorilo (PT), Mônica Seixas (PSOL) e Paula Nunes (PSOL) também estiveram lá.

O número de pessoas mortas em confronto com as forças de segurança chegou a 14 na Baixada Santista desde o começo da operação Escudo, desencadeada após o assassinato do soldado da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Patrick Bastos Reis, na quinta-feira (27), segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

A operação foi estendida para a cidade de Santos, onde uma cabo da PM foi baleada com tiro de fuzil por três criminosos na manhã desta terça (1º).

Como mostrou a coluna, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vai designar um grupo especial para investigar a operação policial.

Residentes afirmaram que policiais militares torturaram e mataram ao menos um homem e prometeram assassinar 60 pessoas em comunidades da cidade. A Ouvidoria das Polícias de São Paulo abriu um procedimento para investigar as denúncias.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading