Não foram apenas as declarações do prefeito Eduardo Paes sobre o PL que agitaram os bastidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no fim de semana. O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado no fim de semana, na Malásia, também desencadeou uma guerra de narrativas entre deputados da base governista e da oposição bolsonarista.
O deputado Carlos Minc (PSB) foi um dos primeiros a se manifestar sobre a reunião. Ele afirmou que o encontro deixou “a turma dos vendilhões da pátria sem chão” e destacou que Trump não apenas elogiou Lula, como também demonstrou disposição para rever tarifas e visitar o Brasil.
Renata Souza (Psol) reforçou a avaliação do colega, dizendo que o Brasil segue “soberano e respeitado no mundo”. Em publicação acompanhada por uma foto dos dois presidentes sorrindo, a parlamentar escreveu:
“Após o encontro de Lula e Trump, os americanos estudam reduzir, ou até retirar o tarifaço sobre produtos brasileiros. Lula é um verdadeiro chefe de Estado. Enquanto isso, os traidores da pátria vão chorar mais uma vez, sem berço esplêndido, sem apoio e sem anistia!”
A deputada Élika Takimoto (PT) também celebrou o diálogo entre os líderes. “Bora se acostumar a ter um presidente que não é capacho”, disse, em tom de apoio a Lula e crítica à gestão anterior.
Bolsonaristas criticam e destacam elogios a Bolsonaro
Do outro lado do espectro político, o deputado Renan Jordy (PL) apresentou uma leitura oposta. Ele publicou nas redes sociais o trecho da entrevista concedida por Lula e Trump antes da reunião reservada, no qual o ex-presidente norte-americano faz elogios a Jair Bolsonaro. “Trump elogia Bolsonaro na frente de Lula e lamenta por toda perseguição que ele está passando no Brasil!”, afirmou Jordy, acrescentando: “Mais uma vergonha para a conta do Lula! Trump está com Bolsonaro!”.






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