Empresários presos na operação Lesa Pátria são “bolsonaristas radicais”, afirma polícia do Distrito Federal

De acordo com as investigações, Adauto Lucio e Joveci Xavier, sócios do Melhor Atacadista, seriam patrocinadores de diversos outdoors no Distrito Federal em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

O relatório da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), revela que os empresários Adauto Lucio de Mesquita e Joveci Xavier de Andrade, presos nesta quinta (29) pela Polícia Federal (PF) na mais recente fase da Operação Lesa Pátria, são identificados como “bolsonaristas radicais”. Os dois empresários são apontados como financiadores do acampamento golpista estabelecido em frente ao Quartel-General (QG) do Exército em Brasília, informa a coluna Na Mira, do Metrópoles.

De acordo com as investigações, Adauto Lucio e Joveci Xavier, sócios do Melhor Atacadista, seriam patrocinadores de diversos outdoors no Distrito Federal em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O relatório detalha que Adauto Lucio de Mesquita teria até mesmo criado um grupo no WhatsApp para arrecadar fundos destinados ao aluguel de lonas para os acampados em frente ao QG do Exército.

Os empresários, além de fornecerem alimentos e água semanalmente para os manifestantes golpistas acampados, também teriam contribuído financeiramente para os banheiros químicos instalados na Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília.

O relatório da PCDF destaca que Adauto Lucio de Mesquita, apesar de não ser filiado a partidos políticos, fez uma doação de R$ 10 mil para a campanha do então candidato Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. O documento ressalta que há “indícios suficientes” de que ambos os empresários financiaram as manifestações antidemocráticas na capital, culminando em eventos como atentados no final de 2022 e início de 2023.

Em depoimento à CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa (CLDF), o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, ex-comandante do Departamento de Operações da PMDF, afirmou que as pessoas do acampamento eram remuneradas, indicando uma possível orquestração por parte daqueles hospedados em hotéis na área central de Brasília.

A defesa de Adauto Lúcio Mesquita e Joveci Andrade, por meio de nota, afirmou não ter tido acesso à decisão que resultou nas prisões. No entanto, ressaltou o compromisso em esclarecer todos os fatos e destacou a validade das apurações realizadas pelo Estado. Os investigados veem a oportunidade de elucidar completamente as questões em aberto, reiterando seu compromisso com a democracia, o Estado de Direito e o respeito às instituições.

Com informações do Metrópoles

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