Empresário que hostilizou Zanin em aeroporto se retrata das ofensas em vídeo (assista)

“O ato que pratiquei se dirigiu a um advogado que na oportunidade apenas exercia regularmente sua profissão”, disse o homem na retratação

O empresário Luiz Carlos Bassetto, que hostilizou o ministro Cristiano Zanin no banheiro do aeroporto de Brasília, em janeiro do ano passado, gravou um vídeo se retratando pelas ofensas e ameaças que fez ao ministro do STF, quando ele ainda atuava como advogado.

“Declaro publicamente que o advogado e atual ministro Cristiano Zanin não faz jus as palavras ditas por mim naquele dia. Ele não é o pior advogado que possa exigir, pelo contrário, um excelente advogado e hoje exerce o cargo de ministro em razão da sua competência”, diz Bassetto. E continua:

“Esta retratação é de forma cabal, plena, inequívoca e consciente. Declaro publicamente que o advogado e atual ministro Cristiano Zanin não faz jus as palavras ditas por mim naquele dia. Ele não é o pior advogado que possa exigir, pelo contrário, um excelente advogado e hoje exerce o cargo de ministro em razão da sua competência.”

No vídeo, o empresário ainda pede desculpas a toda a advocacia.

“Endereço minhas desculpas também a toda advocacia, pois o ato que pratiquei se dirigiu a um advogado que na oportunidade apenas exercia regularmente sua profissão, de modo que minha retratação também os alcance.”

Relembre

O ataque grosseiro ao atual ministro do STF ocorreu no aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, em 11 de janeiro de 2023, quando Zanin ainda era advogado e atuava em favor do presidente Lula.

Enquanto Zanin fazia sua assepsia bucal no banheiro do aeroporto, o homem afirmou: “vontade de meter a mão na orelha de um cara desse. Tinha que tomar um pau”.

O agressor ainda usou termos como “corrupto”, “bandido”, “safado” e “vagabundo”. O então advogado, já calejado com as grosserias de um certo magistrado de Curitiba, ficou sereno e não respondeu às provocações, retirando-se do local.

Após o ato, a OAB aprovou desagravo ao advogado, e participa da queixa-crime contra o empresário, a partir de documento assinado por diversos representantes da Ordem.

O gesto estulto foi gravado pelo homem, e por ele próprio divulgado, servindo de prova contra si mesmo, mostrando assim que o caminho da “lacração” é o mesmo da retratação.

Com informações do Migalhas.

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