A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e os consulados norte-americanos no Brasil retomaram os atendimentos presenciais nesta segunda-feira (5), depois de uma suspensão provocada por preocupações de segurança. A paralisação havia começado na sexta-feira (2), quando o governo americano apontou uma possível ameaça, sem divulgar detalhes sobre sua natureza.
Durante a suspensão, os Estados Unidos orientaram cidadãos americanos que precisassem de assistência emergencial a não comparecer à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas. A medida foi adotada como precaução para preservar a segurança dos funcionários e dos cidadãos americanos no Brasil.
Segurança continua como prioridade dos EUA
Segundo um porta-voz do Departamento de Estado, a segurança dos cidadãos americanos continua entre as principais prioridades do governo do presidente Donald Trump. Os Estados Unidos também afirmaram que seguirão fornecendo orientações de proteção e segurança aos seus cidadãos no Brasil.
O governo americano informou ainda que pretende continuar trabalhando em conjunto com as autoridades brasileiras em questões relacionadas à segurança mútua. A suspensão temporária ocorreu às vésperas do primeiro turno das eleições brasileiras, mas as autoridades não informaram se havia relação entre o alerta e o processo eleitoral.
Suspensão ocorreu antes do primeiro turno
Em 1º de outubro, durante entrevista ao podcast Flow, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi questionado sobre possíveis pressões do governo americano. Ao comentar uma eventual interferência de Donald Trump, Lula afirmou: “tem que tomar conta dos EUA” e completou: “Do Brasil, eu tomo conta”.
Trump, por sua vez, havia dito a jornalistas na Casa Branca que acompanhava “muito de perto” as eleições brasileiras, demonstrando atenção ao processo eleitoral no país. No domingo (4), ficou definido que Lula enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
A retomada dos serviços ocorre, portanto, um dia depois da definição dos candidatos que disputarão a segunda etapa da eleição. Os Estados Unidos não detalharam publicamente a possível ameaça que levou à suspensão dos atendimentos na sexta-feira.







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