A poucos dias de completar seu décimo aniversário em 17 de março, a Operação Lava Jato enfrenta reviravoltas no Supremo Tribunal Federal (STF). Nas decisões mais recentes, o ministro Dias Toffoli anulou todas as ações do ex-juiz federal Sergio Moro e da extinta força-tarefa da Lava Jato direcionadas a 23 alvos de processos e investigações relacionadas à operação. As informações são de Guilherme Amado, do Metrópoles.
Os beneficiados pelas decisões de Toffoli foram impactados pelas operações Integração, Quadro Negro e Piloto, que investigavam suspeitas de corrupção envolvendo o ex-governador do Paraná, Beto Richa, do PSDB. Em dezembro, Richa já havia obtido uma decisão favorável de Toffoli, resultando na anulação de processos contra ele.
Toffoli fundamentou suas decisões nos casos relacionados a Richa, alegando manipulações, atuação ilegal e “conluio” entre a Justiça e o Ministério Público Federal (MPF). As anulações abrangeram a fase pré-processual, compreendendo as investigações.
A partir daí, houve uma série de pedidos de extensão, o que formou uma fila de investigados nos mesmos casos, todos buscando o entendimento conferido por Toffoli a Beto Richa. O ministro passou a analisar individualmente cada petição entre terça-feira (5) e quinta-feira (7), declarando “nulidade absoluta” de todos os atos de Moro e da antiga força-tarefa da Lava Jato dirigidos aos alvos das apurações.
Entre os beneficiados pela anulação das decisões de Moro e das investigações do MPF estão Fernanda Vieira Richa, esposa de Beto Richa, e o filho do casal, André Vieira Richa. Toffoli trancou as ações envolvendo Fernanda e André.





