Em encontro com Alberto Fernandez, Lula volta a citar moeda única e defende créditos para aumentar exportações brasileiras para país vizinho

A adoção de moeda comum com a Argentina e a liberação de crédito para aumentar exportações brasileiras para o país vizinho foram defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em encontro com Alberto Fernandez. Lula ainda disse que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá financiar um gasoduto na Argentina, como…

A adoção de moeda comum com a Argentina e a liberação de crédito para aumentar exportações brasileiras para o país vizinho foram defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em encontro com Alberto Fernandez.

Lula ainda disse que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá financiar um gasoduto na Argentina, como parte de uma lista de quase 100 pontos que vão marcar o relançamento da parceria estratégica entre os dois países.

A declaração foi dada após encontro com o mandatário argentino, Alberto Fernández, no Itamaraty. Esta é a sua quarta visita desde que Lula foi eleito. Desta vez, ocorre pela celebração dos 200 anos das relações diplomáticas entre os dois países.

“Precisamos avançar nessa direção com novas e criativas soluções que permitam maior integração financeira e facilite nossas trocas. Entre as opções, está a adoção de moeda de referência específica para o comércio regional que não eliminará respectivas moedas nacionais”, afirmou a jornalistas.

“Hoje adotamos um ambicioso plano de ação para relançamento da aliança estratégica. São quase 100 ações que dão concretude ao nosso projeto conjunto de desenvolvimento. Fico muito satisfeito com as perspectivas positivas de financiamento do BNDES à exportação de produtos para a construção do gasoduto Nestor Kirschner”, afirmou Lula.

“Estamos trabalhando na criação de uma linha de financiamento abrangente das exportações brasileiras para Argentina. Não faz sentido que o Brasil perca espaço no mercado argentino para outros países porque esses oferecem crédito e nós não. Todo mundo tem a ganhar, as empresas, os trabalhadores brasileiros e os consumidores argentinos”.

Após as declarações, Fernández foi condecorado com o Grande Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. A primeira-dama argentina, Fabiola Yáñez, recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco.

A Argentina aposta na construção do gasoduto para alcançar a independência nessa fonte de energia até 2025 e aliviara a dura crise econômica, já que o governo poderá desde já economizar nas importações e reduzir a falta de dólares que impulsiona a elevadíssima inflação.

O primeiro trecho do gasoduto começou a funcionar na última terça-feira (20).

Com informações da Folha de S. Paulo.

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