A disputa pela Prefeitura de Duque de Caxias não acabou em 6 de outubro com a eleição de Netinho Reis (MDB) para prefeito. Adversários do emedebista estão lutando na Justiça para tentar evitar a diplomação e a posse de Netinho. Pelo menos duas ações de investigação eleitoral foram abertas na 126ª Zona Eleitoral com denúncias de abuso de poder político e econômico contra ele, a vice Aline do Áureo (Solidariedade) e o atual prefeito Wilson Reis (MDB), tio de Netinho.
Uma das investigações foi pedida pelo Diretório Municipal do Avante, dois candidatos a vereador pelo partido e o ex-prefeito Zito (PV), que foi derrotado por Netinho na disputa pela prefeitura. A acusação principal é de que o prefeito Wilson Reis teria utilizado a estrutura do Governo municipal em favor da candidatura do sobrinho. Entre os fatos citados está a prisão em flagrante do dentista e empresário Eduardo Penha Ribeiro, com cerca de R$ 2 milhões que, segundo a Polícia Federal (PF) seriam utilizados na compra de votos. Ribeiro é dono de empresas que têm contratos com a Prefeitura de Duque de Caxias.
Os adversários também acusam o prefeito de ter inaugurado creches, escolas, praças e unidades de saúde, além de anunciar tarifa zero nos ônibus no período eleitoral, o que seria contra a lei. Eles ainda apontam contratações e nomeações realizadas na prefeitura este ano, supostamente para favorecer a candidatura de Netinho.
Eles querem que a Justiça Eleitoral não homologue o resultado da eleição e nem faça a diplomaçãoo do prefeito e da vice até o julgamento final da ação. Também pedem a cassação dos registros de Netinho e Aline do Áureo e que todos os acusados fiquem inelegíveis. A juiza Juliana Kalichsztein enviou o caso para o Ministério Público Eleitoral (MPE) para o órgão se manifestar sobre as acusações.
Em outra ação, a candidata a vereadora do Psol Fabiane Lourival utiliza os mesmos argumentos de Zito e do Avante. Ela acusa o prefeito Wilson Reis de inaugurar obras públicas após o dia 6 de julho, data limite definida pela legislação eleitoral. Ela também lembra a prisão do dentista Eduardo Penha Ribeiro. A juíza mandou citar os acusados para se defender.





