Em comemoração aos 15 anos de existência, a Feira das Yabás promoverá uma edição especial no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), no Centro do Rio, nos dias 24 e 25 de junho. Com entrada gratuita e foco na valorização da ancestralidade do samba, a festa terá shows, roda de conversa e gastronomia das “tias”.
Idealizada pelo sambista Marquinhos de Oswaldo Cruz, a festa, que é tradição em Madureira, Zona Norte do Rio, ocorrerá na parte externa do prédio, na Praça da Pira, no Centro, de 12h até às 18h. O evento também tem o intuito de retomar o espaço que era ocupado pela população negra no início do século XX, e que foi removida da região para os subúrbios.
“Fazer a Feira no Centro do Rio é uma forma de dar visibilidade e resgatar o valor a tudo que estamos fazendo na Grande Madureira. Levar essa cultura para lá é um resgate da divisão que foi feita quando os negros e pobres migraram para distante da região”, explicou Marquinhos.
De acordo com o sambista, a festa promoverá a união de toda cidade com a presença de pessoas de todas as regiões. “Esperamos uma mistura da cidade, do pessoal da Zona Norte com todas as outras. Sabemos que o patrimônio da Feira interessa as o público, a Praça da Pira deve lotar.”
Além disso, a celebração terá uma prévia da exposição Heitor dos Prazeres é meu nome, que ocupará a rotunda do CCBB nos próximos meses. Com mais de 200 itens como pinturas, fotografias, instrumentos musicais e documentos, a mostra será aberta ao público oficialmente em 28 de julho, com entrada gratuita.
A programação no sábado (24) inicia com uma roda de conversa com Haroldo Costa e Raquel Barreto, ambos curadores da exposição Heitor dos Prazeres é meu nome. Em sequência, se apresentam Heitor dos Prazeres Filho e a tradicional roda de samba de Marquinhos de Oswaldo Cruz, que receberá como convidado o Grupo Awurê.
No domingo (25) a jornalista Flávia Oliveira promove um bate-papo sobre tradição e ancestralidade. Depois, a roda de samba comandada por Marquinhos receberá a Grande Velha Guarda da Portela.
A Feira foi reconhecida como Patrimônio Cultural de natureza imaterial da cidade do Rio, em dezembro de 2022. O decreto do prefeito Eduardo Paes foi publicado no Diário Oficial.
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Com informações de O Dia.





