Para se protegerem de violências domésticas, as mulheres costumam receber medidas protetivas e, em caso do agressor ser monitorado por tornozeleira eletrônica, utilizarem o Botão do Pânico.
Somente no ano passado, a ferramenta foi acionada 91 vezes em todo o estado, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Já o Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM) conta que foram entregues quase 23 mil medidas protetivas.
O botão, administrado pela Seap, acompanha vítimas cujo agressor responde em liberdade e com uso de tornozeleira eletrônica. A secretaria informa que monitora 134 agressores, todos com histórico de violência doméstica.
Uma vez pressionado, o dispositivo aciona a central do 190, da Polícia Militar, que direciona imediatamente uma viatura até a vítima. Na capital, a predominância de acionamentos acontece na Tijuca, com quatro monitoradas, Taquara, Copacabana e Jardim Guanabara, todos esses com três mulheres.
A secretária de Estado de Administração Penitenciária Maria Rosa Lo Duca Nebel reforça que o monitoramento dos agressores são importantes para tirá-los da “escuridão”.
— As mulheres não estão mais sozinhas na luta contra a violência doméstica. A partir do sistema de monitoração eletrônica, os agressores, antes ocultos nas sombras, agora estão sob olhar constante das forças de segurança pública do Rio de Janeiro, a postos 24 horas para agir em defesa da vida daquelas que eles perseguem — afirma.
Além das 23 mil medidas protetivas, o DGPAM apreendeu 137 armas e efetuou 943 prisões, entre flagrantes e mandatos, além de ter indiciado mais de 12,2 mil pessoas.
Com informações do GLOBO.
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