O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a aliados que Elon Musk deve se afastar de seu papel de conselheiro informal do governo nas próximas semanas. Segundo o site Politico, a decisão foi tomada em comum acordo, permitindo que o bilionário retorne à gestão de suas empresas, mas mantenha uma posição de apoio à administração republicana.
Musk vinha exercendo influência significativa no Doge (Departamento de Eficiência Governamental), um órgão não oficial, mas sua permanência gerava desconforto entre membros do governo e aliados políticos. Segundo fontes próximas a Trump, houve crescente insatisfação com a imprevisibilidade do empresário, que passou a ser visto como um risco político.
A derrota de Brad Schimel, candidato conservador apoiado por Trump e Musk para a Suprema Corte de Wisconsin, intensificou as pressões. O magistrado recebeu mais de US$ 20 milhões em doações do bilionário e de seus aliados, mas foi superado pela progressista Susan Crawford. O revés reforçou a percepção de que a influência de Musk poderia estar prejudicando a base republicana.
Trump já havia sinalizado a saída iminente do empresário. Durante uma cerimônia na Casa Branca, o presidente afirmou: “Ele vai voltar para suas empresas. Vou mantê-lo pelo tempo que puder, porque ele é talentoso, mas, em algum momento, Elon vai querer seguir seu próprio caminho.”
A relação entre os dois, no entanto, segue próxima. Musk, um dos principais doadores da campanha de Trump, destinou mais de US$ 250 milhões ao republicano. Apesar das críticas da oposição, sua atuação no governo foi marcada por cortes em agências federais e reestruturações que o tornaram alvo frequente de protestos.
O afastamento ocorre em um momento de instabilidade para Musk. A Tesla, uma de suas principais empresas, viu suas ações despencarem pela metade nos últimos meses, aumentando a necessidade de que o bilionário reassuma uma posição mais ativa no mundo corporativo.
Com informações da Folha de S.Paulo





