Vivian Jenna Wilson, filha transgênero do bilionário Elon Musk, anunciou sua intenção de deixar os Estados Unidos após a vitória de Donald Trump nas eleições. Em suas redes sociais, Vivian, de 20 anos, afirmou que não vê um futuro promissor no país e expressou preocupações com o ambiente para a comunidade trans.
“Eu já vinha pensando nisso há algum tempo, mas a vitória de ontem confirmou minha decisão. Não vejo meu futuro nos Estados Unidos”, escreveu Vivian na plataforma Threads, após o anúncio da vitória de Trump, que obteve 295 delegados eleitorais e centrara sua campanha em questões que apelam especialmente ao eleitorado masculino branco.
Segundo a coluna de Fábia Oliveira, no Metrópoles, Vivian também sugeriu que, mesmo que Trump ocupe a presidência por apenas quatro anos e que novas regulamentações antitrans não sejam implementadas, o apoio expresso por parte significativa dos eleitores reflete um clima hostil e perigoso para pessoas trans nos EUA.
“Mesmo que ele fique no cargo por apenas quatro anos, as pessoas que votaram voluntariamente nisso ainda estarão por aí”, comentou.
Em uma indireta ao pai, que é conhecido por apoiar Trump, Vivian criticou sua “ex-família” e a postura que alguns membros assumem na mídia. “Observar membros crescidos da minha ex-‘família’ na mídia/Twitter me faz feliz por não ter herdado minha predisposição genética de, aparentemente, não ter a porra de uma coluna vertebral”, ironizou, insinuando uma falta de firmeza em algumas posições defendidas por Musk e outros familiares.
Vivan Jenna Wilson cortou a relação com Elon Musk em 2022. Ela é filha do bilionário com sua primeira esposa, Justine Wilson, e já acusou o empresário de ser um pai ausente que não aceitou sua transição. Musk, por sua vez, culpou os “neomarxistas” de escolas e universidades privadas de elite pelo seu relacionamento distante com a filha.
Na terça-feira (5/11), após a confirmação da vitória de Trump, Elon Musk afirmou a pessoas próximas que a campanha presidencial de 2024 é apenas o começo de suas ambições políticas. O bilionário formou o chamado America PAC e financiou o grupo político pró-Trump com pelo menos US$ 118 milhões do próprio dinheiro.





