Eleições nos EUA: democratas saem na frente nas projeções para o Congresso

Americanos escolhem os 435 integrantes da Câmara e disputam 35 vagas no Senado; resultado pode alterar força política de Trump

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A disputa pelo Congresso dos Estados Unidos começou com vantagem democrata nas primeiras projeções, mas ainda sem definição sobre quem comandará a Câmara dos Representantes e o Senado. O resultado das eleições de meio de mandato pode ampliar a resistência à agenda do presidente Donald Trump ou preservar o domínio republicano no Legislativo.

Segundo o balanço publicado pela GloboNews e atualizado às 22h58 desta terça-feira (3), no horário de Brasília, os democratas apareciam com 43 cadeiras no Senado, contra 33 dos republicanos. Na Câmara, as projeções indicavam 53 assentos democratas e 25 republicanos.

Os números representam um retrato parcial da apuração e não permitem concluir qual partido terá maioria. No Senado, o quadro de composição também considera cadeiras que não estão em disputa neste pleito, já que a renovação da Casa é parcial.

Maioria ainda em aberto

Os americanos votam para preencher todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Também estão em disputa 36 governos estaduais, além de propostas submetidas diretamente à decisão dos eleitores.

Para controlar a Câmara, um partido precisa alcançar pelo menos 218 cadeiras. No Senado, os democratas buscam chegar a 51 assentos para assegurar maioria própria.

Antes da eleição, os republicanos tinham 53 senadores, enquanto democratas e independentes alinhados ao partido somavam 47. Por isso, a oposição precisa obter um ganho líquido de quatro cadeiras para atingir seu objetivo.

A divulgação dos resultados ocorre de forma escalonada, conforme o encerramento da votação nos diferentes estados. A definição do controle do Congresso pode levar dias.

O impacto para Trump

Uma vitória democrata em qualquer uma das Casas mudaria a relação entre o Congresso e a Casa Branca. Além de participar da aprovação de leis, o Legislativo fiscaliza as ações do governo federal.

Com o comando da Câmara, os democratas passariam a dirigir comissões e poderiam ampliar pedidos de documentos, convocar autoridades e abrir investigações sobre a administração republicana.

No Senado, uma mudança de maioria daria à oposição maior capacidade de bloquear indicações presidenciais para tribunais federais, embaixadas e outros cargos de alto escalão.

Trump ainda poderia recorrer a ordens executivas, mas enfrentaria mais dificuldades para transformar suas prioridades em leis.

Mobilização até a véspera

Na segunda-feira (2), Trump fez um último apelo pelo voto republicano em discurso no Lincoln Memorial, em Washington. O presidente atacou os democratas e pediu aos apoiadores que tratassem a eleição como se ele próprio estivesse na disputa.

Apesar da influência direta sobre o governo, o pleito não escolhe o presidente dos Estados Unidos. As eleições de meio de mandato renovam o Congresso entre duas disputas pela Casa Branca e funcionam também como um teste político para a administração em exercício.

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