Após o resultado das urnas na disputa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, o ex-prefeito e candidato Eduardo Paes gravou um pronunciamento, nesta segunda-feira (19), direcionado aos eleitores fluminenses para fazer um balanço do pleito e orientar o voto para a eleição presidencial. Ao admitir o revés nas urnas, Paes declarou que “perder uma eleição faz parte do jogo”, mas convocou a população a exercer uma escolha “racional” e pragmática no segundo turno.
“Os fatos comprovam que Lula é o presidente que mais nos ajudou a mudar a vida das pessoas. Se hoje a gente tem o BRT e terminais espalhados pelos quatro cantos da nossa cidade do Rio de Janeiro, foi porque o Lula nos atendeu para tornar isso realidade. Se a gente tem super centros de saúde que cuidam de especialidades, foi porque o Lula entendeu a urgência de fazer andar a tal da fila do Sisreg. Se a gente tem o Porto Maravilha, toda aquela evolução no centro, derrubada da Perimetral, túneis, é porque o Lula acreditou junto comigo que valia a pena transformar aquela região. Se o Galeão voltou a ser o segundo maior aeroporto do país, gerando turismo, emprego, principalmente pro povo que mais precisa, foi porque o Lula foi o único presidente a me ouvir e fazer o aeroporto renascer das cinzas”, disse Paes.
Independência política e pragmatismo de centro
Buscando dialogar com eleitores indecisos ou resistentes ao Partido dos Trabalhadores, Paes destacou sua trajetória de mais de três décadas na vida pública e relembrou ser o único gestor eleito quatro vezes para comandar a prefeitura da capital. Ele fez questão de marcar sua posição política e afastar rótulos ideológicos:
“Quem conhece bem minha trajetória sabe que lá atrás eu também não era nem um pouco simpático ao Lula, muito pelo contrário. Aliás, eu não sou petista, não sou lulista, né? Eu sou um político de centro com mais de três décadas de vida pública, que dialoga com todos os campos.”
Apesar do alinhamento passado crítico, Paes argumentou que “diante dos fatos não há argumentos” e sustentou que, entre os quatro presidentes com quem conviveu durante seus mandatos como prefeito, Luiz Inácio Lula da Silva foi quem demonstrou maior capacidade de ouvir e realizar investimentos no município.
Legado de obras e investimentos estruturais
Para fundamentar sua posição, o ex-prefeito enumerou uma série de intervenções urbanas, de mobilidade e de saúde pública viabilizadas pelo apoio federal:
- Mobilidade e Infraestrutura: A implantação do sistema BRT e de novos terminais de transporte urbano, além do projeto de revitalização do Porto Maravilha, com a derrubada do Elevado da Perimetral e a construção de túneis no centro.
- Recuperação do Galeão: A articulação conjunta para a reestruturação e retomada dos voos no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), devolvendo-lhe o posto de segundo maior aeroporto do país.
- Saúde pública e urbanização: O financiamento de Super Centros de Saúde para reduzir as filas do Sisreg e a execução do PAC das Favelas e do Bairro Maravilha com obras de saneamento, asfalto e piscinões contra enchentes em comunidades como Alemão, Rocinha, Maré e Jardim Maravilha.
Apelo à escolha pragmática acima de paixões
Ao encerrar o pronunciamento, Paes reforçou que a gestão de uma metrópole torna-se “muito menos difícil quando se tem no comando do país alguém com a sensibilidade e a capacidade de ouvir” do atual presidente. O político concluiu enfatizando que a decisão do eleitor no segundo turno deve ir além de divisões religiosas, regionais ou partidárias:
“Afinal, gente, eleição não é jogo de futebol, não é sobre paixões, porque é o seu voto que define o futuro de todo cidadão.”
Assista ao vídeo:

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