A demora na normalização do fornecimento de água na cidade do Rio levou o prefeito, Eduardo Paes, a cobrar publicamente uma resposta das empresas responsáveis pelo abastecimento. Nas redes sociais, Paes disse que irá acionar o Procon Carioca contra as concessionárias. Além dos transtornos causados para população e o comércio, a falta d´água afeta o funcionamento dos hospitais e clínicas municipais que tiveram que suspender cirurgias eletivas.
“É absolutamente compreensível que o sistema de água da cidade do Rio de Janeiro tenha que passar por sua manutenção anual. Obviamente, ideal seria que isso acontecesse no inverno mas imagino que existam razões para que não aconteça assim. O que não dá para aceitar é que passadas as 24hs dessa manutenção o abastecimento de água ainda não tem sido normalizado. Não bastasse o transtorno que está causando à população em várias áreas da cidade, existem prédios como hospitais e clínicas que passam por situações que implicam inclusive em risco de vida pela demora na normalização do abastecimento. Determinei ao Procon Carioca que tenha rigor em relação a concessionária para aplicar as devidas punições. Como todos sabem, o abastecimento de água e os serviços de esgoto são uma concessão estadual mas o município tem meios e instrumentos para agir” –disse Paes.
Nesta sexta-feira (29), a concessionária Águas do Rio informou que concluiu o reparo na rede de distribuição de água da Avenida Francisco Bicalho, na Região Portuária do Rio. O serviço foi concluído ainda na noite de quinta-feira (28). A ocorrência afetou a recuperação do abastecimento na Grande Tijuca, Centro e em partes da Zona Sul.
Segundo a empresa, o fornecimento nestas regiões está em processo de normalização. A Águas do Rio destaca que o reabastecimento é gradativo, com prazo de até 72 horas. Após diversos atrasos no abastecimento, a população deve continuar a economizar água.
Desde a última segunda-feira (25), quando teve início uma parada programada na produção de água na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu para obras de manutenção, a cidade sofre com o desabastecimento. O serviço foi concluído há três dias, mas apesar da ETA já estar operando com 100% da sua capacidade, a distribuição de água ainda está irregular na capital. Isso porque as concessionárias responsáveis pelo fornecimento também aproveitaram a parada na produção da ETA para fazer reparos na rede. Durante esse período, ainda houve o rompimento de uma adutora na Zona Norte, que pertence à Águas do Rio, empresa responsável pelo fornecimento de água para grande parte da capital, além de cidades da Baixada Fluminense.
Veja os bairros afetados:
- Andaraí
- Bairro de Fátima
- Botafogo
- Catete
- Catumbi
- Centro
- Cosme Velho
- Gamboa
- Glória (partes)
- Laranjeiras
- Leme
- Maracanã
- Praça da Bandeira
- Rio Comprido
- Tijuca
- Santa Teresa
- Saúde
- Urca (partes)
- Vila Isabel
Com informações de O GLOBO.
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