Diante das incertezas que pairam sobre o pacto para uma candidatura de terceira via, tucanos avaliam que a convenção do PSDB — ainda sem data marcada — deve reacender as divisões da sigla e colocar em xeque a homologação da candidatura presidencial do ex-governador de São Paulo João Doria.
A notícia é do Globo online.
Mesmo após o recuo do ex-governador gaúcho Eduardo Leite, que, sexta-feira, anunciou apoio ao colega paulista, tucanos do alto escalão entendem que Doria ainda pode ser barrado na convenção.
Uma eventual saída do PSDB da disputa presidencial representaria fato inédito na história da legenda, que, desde a sua fundação, sempre teve representante na disputa pelo Planalto. Em seis das oito disputas desde 1989, o PSDB foi protagonista, com duas vitórias e quatro segundos lugares.
As convenções, que ocorrerão nacionalmente entre 20 de julho e 5 de agosto, são a etapa na qual os partidos oficializam seus candidatos. No PSDB, o estatuto partidário prevê uma votação secreta, por maioria simples. O colégio eleitoral é composto por 177 membros da direção nacional (deputados federais, governadores e filiados) e por mais cerca de 400 delegados eleitos pelos diretórios estaduais. O peso mais elevado é para os estados que têm mais deputados e senadores no Congresso.
Pela regra, cada estado pode eleger o equivalente ao dobro de delegados do total de sua bancada. São acrescidos ainda a essa conta mais 10% dos delegados dos diretórios municipais de cada unidade da federação. Ou seja, os estados que têm mais representações partidárias nos municípios elegem mais delegados.
O formato tende a aumentar a influência de São Paulo na disputa e fortalecer Doria, já que o estado tem a maior bancada: sete deputados federais e dois senadores. Além disso, os paulistas também levam vantagem no número de diretórios organizados nas cidades, que é estimado em pelo menos 300. Para efeito de comparação, no Rio Grande do Sul são apenas dois deputados federais.






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