Pelo 15º ano consecutivo, o Voz das Comunidades realizou, na véspera da Páscoa, a tradicional ação “PAZcoa das Comunidades”, levando alegria e doçura a milhares de famílias cariocas. Neste ano, 12 mil chocolates foram distribuídos a crianças de 35 favelas das zonas Norte e Sul do Rio de Janeiro, incluindo o Complexo do Alemão, Complexo da Penha e o Vidigal. A iniciativa faz parte das comemorações pelos 20 anos da ONG.
Com o trabalho de 150 voluntários e o apoio institucional do iFood, além do apadrinhamento de artistas como Lázaro Ramos, Fábio Porchat, Sônia Bridi, Patrícia Pillar, Flávia Oliveira e Teresa Cristina, a ação percorreu comunidades levando mais do que doces: levou acolhimento.
O fundador do Voz das Comunidades, Rene Silva, destacou o valor simbólico da distribuição.
— É um momento de levar alegria e esperança para muitas famílias que, infelizmente, não têm a oportunidade de comprar um simples chocolate para seus filhos. A gente sabe como a realidade é dura em muitas casas, e essa ação tem o objetivo de ajudar as famílias mais carentes, mostrar que elas não estão sozinhas e que existe uma rede de apoio construída pela própria favela. É sobre afeto, presença e cuidado.
Entre sorrisos e emoção, a PAZcoa foi recebida com entusiasmo pelas crianças. No Complexo do Alemão, Vandeci Carvalho das Dores levou a neta Zoe, de 4 anos, para garantir seu chocolate.
— É difícil resumir em palavras a importância desse projeto. Traz alegria pra comunidade. Minha neta acordou cedinho, tomou banho e me chamou porque já sabia que seria o dia de ver o coelhinho e ganhar chocolate. Quem dera se outras crianças de outros lugares pudessem ganhar também. Se tivesse mais investimentos em iniciativas assim, faria toda a diferença — disse, emocionada.
No Vidigal, a celebração aconteceu na Casa Voz VDG, espaço cultural da ONG que oferece oficinas de dança, teatro e percussão. Ali, crianças foram recebidas com carinho e receberam seus chocolates das mãos do ator Caio Blat, que participou da distribuição.
A PAZcoa reafirma, ano após ano, o poder transformador das ações comunitárias, mostrando que pequenas iniciativas podem criar grandes impactos nos territórios mais vulneráveis do Rio.
Com informações do Extra.





