O Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, suspendeu pousos e decolagens por aproximadamente 30 minutos na noite desta quarta-feira (19), após drones serem avistados nas proximidades da pista.
A interrupção ocorreu entre 21h37 e 22h07. Os equipamentos foram identificados perto da cabeceira 28, levando à paralisação temporária das operações.
A presença dos drones provocou impactos imediatos na programação do aeroporto. Ao todo, 14 voos que tinham Guarulhos como destino precisaram ser desviados durante o período de suspensão.
Voos foram encaminhados para cinco aeroportos
Dos voos desviados, quatro foram direcionados para Confins, em Minas Gerais, e outros quatro para o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
Também houve três desvios para Viracopos, em Campinas, dois para Ribeirão Preto e um para Curitiba, no Paraná.
A circulação de drones nas proximidades de aeroportos representa risco para a aviação, principalmente pela possibilidade de colisão com aeronaves durante pousos e decolagens.
Drones exigem autorização perto de aeroportos
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alerta que a presença não autorizada de drones no espaço aéreo de aeroportos pode provocar suspensões temporárias de voos, atrasos e interrupções nas operações.
No Brasil, a atividade é regulamentada por órgãos como a Anac e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Operações realizadas próximas a aeroportos dependem de autorização e coordenação com as autoridades responsáveis.
O Decea utiliza o Sarpas, sistema destinado às solicitações de acesso ao espaço aéreo brasileiro para operações com drones.
Sistema registra milhares de solicitações
No primeiro trimestre deste ano, o Sarpas recebeu 138.245 solicitações de acesso ao espaço aéreo. Desse total, 94.413 foram aprovadas.
No mesmo período, o sistema contabilizava 112.598 drones ativos e aproximadamente 248 mil cadastros.
As regras para a operação dos equipamentos também passaram por mudanças em junho. A Anac passou a classificar os voos de drones em três categorias, conforme o nível de risco: aberta, específica e certificada.
A categoria aberta reúne operações consideradas de menor risco. Atividades mais complexas estão sujeitas a requisitos adicionais de segurança e controle.







Deixe um comentário