Dona Déa celebra extroversão e liberdade aos 77 anos: ‘Me divirto muito’

Mãe de Paulo Gustavo, que virou ‘nora’ de ex-BBB, fala sobre a espontaneidade no palco e a saudade do filho, que permanece vivo em seu coração

Aos 77 anos, Dona Déa, mãe do humorista Paulo Gustavo e inspiração para a personagem Dona Hermínia da franquia “Minha mãe é uma peça”, continua conquistando o público com sua personalidade extrovertida e espontânea. Nos últimos tempos, ela tem ganhado destaque nas redes sociais e na TV, especialmente no programa “Domingão com Huck”, onde suas atitudes e reações, muitas vezes inusitadas, se tornaram assunto nas conversas online. No último domingo (13), sua interação com a ex-BBB Vilma, a quem se referiu como “sogra”, e seu comentário bem-humorado sobre o ator Diogo Almeida, de 63 anos, geraram grande repercussão. Dona Déa, ao descrever Diogo como “gostoso para cacet*”, também protagonizou uma cena descontraída ao dar um “beijão” no ex-BBB, um momento que ela própria classificou como “técnico” após as risadas e a repercussão nas redes sociais.

Ao GLOBO, Dona Déa explicou que sempre foi assim, com um jeito brincalhão e extrovertido, mas que a visibilidade proporcionada pela participação no “Domingão” ajudou a revelar esse lado ao público.

“Eu sempre fui muito brincalhona e extrovertida. Adoro fazer amigos e tenho minhas opiniões. Quem me conhece sabe disso. O ‘Domingão’ só mostrou isso para o público”, afirmou.

A liberdade que ela sente no programa, comandado por Luciano Huck, também é um ponto que ela destaca com carinho.

“Trabalhar com o Luciano Huck é uma alegria. Ele é meu amigo e me dá liberdade no programa. Me divirto muito, e isso me faz bem”, completou.

O legado de Paulo Gustavo, que faleceu em 2021, também segue muito presente na vida de Dona Déa. Recentemente, foi inaugurada uma exposição no Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, dedicada à memória do humorista. A exposição, idealizada pelo viúvo de Paulo Gustavo, Thales Bretas, reúne diversas preciosidades do acervo pessoal do ator. Dona Déa, ao comentar sobre a experiência de entrar em contato com objetos tão íntimos do filho, disse:

“É muito legal ver todo esse carinho do público pelo meu filho. Ele realmente amava ser ator e se dedicava para caramba. Sempre queria entender tudo dos projetos em que estava envolvido.”

Emocionada, ela também falou sobre a dor da perda, que continua a fazer parte de sua rotina.

“O luto não é um caminho reto. A saudade está sempre por aqui. Há dias que fico mais sensíveis e, em outros dias, aceito melhor. Todo dia é uma falta. É uma falta real, e eu sinto muito”, compartilhou, com os olhos marejados.

Mesmo diante da dor, Dona Déa mantém viva a conexão com o filho, dizendo que ele segue em seu coração e nas suas conversas, “que são só nossas”. Agora, com a aproximação de quatro anos da morte de Paulo Gustavo, Dona Déa reflete sobre o impacto dessa perda.

“A gente vivia muito junto. Tínhamos uma relação linda de mãe e filho. Essa ausência pesa, mas sei que preciso aprender a lidar com isso. Não tem jeito. E, de certa forma, meu filho continua comigo em outros planos. Mas sempre presente.”

A trajetória de Dona Déa, que passa de uma figura conhecida apenas pela conexão com seu filho, para um ícone da TV e das redes sociais, demonstra que a vida pode continuar sendo vivida com alegria e liberdade, mesmo diante das perdas. Ela se permite viver plenamente, sempre com o espírito de quem busca se divertir e compartilhar risadas com os outros, sendo, aos 77 anos, uma verdadeira inspiração de força e leveza.

Com informações de O Globo

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