Dólar atinge recorde histórico de R$ 6,07 impulsionado por dados de emprego nos EUA

Mercado de trabalho forte fortalece moeda americana; Fed mantém previsão de corte de juros

O dólar voltou a subir nesta sexta-feira (6), alcançando um novo recorde nominal de R$ 6,075, após alta de 1,11%. O aumento foi impulsionado por dados robustos de emprego nos Estados Unidos, que mostraram a criação de 227 mil vagas em novembro, acima das 200 mil esperadas, conforme o relatório payroll.

Apesar do aumento no desemprego para 4,2% e do avanço de 0,4% nos ganhos médios por hora, os números indicam um mercado de trabalho em expansão, fortalecendo o dólar globalmente. Na análise nominal, a cotação é a maior da história, mas, em termos reais, ainda está abaixo do pico registrado em setembro de 2002, ajustado para R$ 8,75.

Enquanto isso, a Bolsa brasileira recuava 1,40%, aos 126.059 pontos, às 17h40, refletindo a volatilidade do mercado após um desempenho positivo na sessão anterior.

Os dados do payroll não sinalizam mudanças significativas no mercado de trabalho americano, permitindo ao Fed (Federal Reserve) manter sua política de cortes de juros. A expectativa, segundo analistas, é de uma redução de 0,25% na próxima reunião de política monetária, em 18 de dezembro.

Entretanto, especialistas apontam incertezas sobre o ritmo desses cortes. Harrison Gonçalves, da CMS Invest, avalia que o resultado acima do esperado pode gerar dúvidas quanto à trajetória das reduções de juros.

Com informações da Folha de S.Paulo

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