Disque Denúncia busca informações sobre ‘Coronel’ pela morte brutal de jovem em Senador Camará

Traficante é apontado como mandante do assassinato de Sther Barroso, de 22 anos, que foi espancada após recusar investidas em baile funk

O Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações que levem à prisão de Bruno da Silva Loureiro, o ‘Coronel’, de 43 anos, chefe do tráfico no Muquiço, em Deodoro, Zona Norte do Rio. Também são procurados Douglas Medeiros da Silva, o “Dodô do Muquiço”, e um terceiro criminoso identificado apenas como “Debochado”. Todos foram indiciados pela morte de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, assassinada após sair de um baile funk na comunidade da Coréia, em Senador Camará, Zona Oeste.

Crime motivado por recusa
Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), no dia 17 de agosto, Sther foi sequestrada por Douglas e “Debochado”, a mando de “Coronel”. Ela foi levada para uma casa no Muquiço, onde passou a madrugada sendo brutalmente espancada por ter se recusado a sair com o traficante durante o evento.

Sessão de violência extrema
Após horas de agressões, a jovem ficou inconsciente e com o rosto completamente desfigurado. Temendo que ela morresse no local, os criminosos a levaram até sua residência, na Vila Aliança, dentro de um carro azul. Mesmo assim, Sther não resistiu. O laudo médico apontou traumatismo craniano, hemorragia cerebral e múltiplas lesões como causas da morte. A família relatou que precisou gastar cerca de R$ 2 mil para reconstruir o rosto da vítima antes do enterro.

Histórico de crimes de “Coronel”
Bruno da Silva Loureiro acumula anotações por tráfico, homicídio, porte ilegal de armas, roubo e receptação. Ele tem 12 mandados de prisão em aberto e é considerado de altíssima periculosidade pelo sistema penitenciário. Também já foi acusado de ordenar desaparecimentos de vítimas e chacinas, incluindo uma em março de 2021, no Parque de Madureira.

Disputas dentro da facção
Apontado como liderança do Terceiro Comando Puro (TCP), “Coronel” já se escondeu em diferentes comunidades, como o Complexo da Maré e a Vila Aliança. Sua presença chegou a gerar descontentamento entre outros chefes da facção, que temiam operações policiais constantes em seus territórios por causa dele.

Canais para denúncias
A polícia reforça o pedido para que informações sobre os criminosos sejam enviadas ao Disque Denúncia, com anonimato garantido:

  • Central de atendimento: (021) 2253-1177 ou 0300-253-1177
  • WhatsApp Anonimizado: (021) 2253-1177
  • Aplicativo: Disque Denúncia RJ

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