Discussão da GM Armada reinicia hoje após dia de bronca de veteranos em novatos

Nem o protagonista da vez, Dr. Gilberto, se conteve e acabou pedindo para estreantes frequentarem a Escola do Legislativo

Enquanto a tradicional posição e oposição se alinhou em prol da aprovação do projeto que prevê a mudança na Lei Orgânica do Município para armar a Guarda, uma espécie de richa entre os vereadores antigos e recém-chegados se consolidou na tarde de terça-feira (1), quando houve a votação. O assunto volta a ser discutido em plenário nesta quarta-feira, 02. A segunda votação acontecerá em nove dias.

Nem mesmo os parabéns à iniciativa, em manifestação da maioiria dos colegas, fizeram o autor do projeto, Dr. Gilberto (SDD), arrefecer os ânimos em debates ideológicos com colegas de primeiro mandato. O parlamentar aproveitou a vez ao microfone na hora de dar o parecer pela Comissão de Constituição e Redação e abriu fogo até contra os apoiadores do presidente Lula, cuja base é integrada por seu partido, o Solidariedade.

Aparentemente irritado, Dr. Gilberto pediu ao presidente da casa, Carlo Caiado (PSD), dizer para os vereadores de primeiro mandato irem à Escola do Legislativo, pois estavam trazendo temas fora da alçada municipal como escala 6×1 e defendendo “um presidente que ficou 14 anos no poder destruindo o país”. Caiado aguardou o fim do desabafo, sem repercutir.

A sessão, além de votar a PL do Dr. Gilberto, iniciou uma hora e meia mais cedo para votar os quase 30 vetos que ficaram para abril, dos 48 que entraram para votação em março. Boa parte atrasada por discussões referentes à esfera nacional e até provocações pessoais como esquecimento de aniversário, queixa de Rafael Satiê (PL) ao psolista Rick Azevedo. Neste dia de bate-boca dos dois estreantes, por sinal, os vereadores teriam votado apenas dois vetos na sessão inteira, deixando outros 46 para as demais.

Quem também reagiu a uma provocação de Rick aos presentes foi Pedro Duarte (Novo), desta vez, por apelido pejorativo às discussões dos projetos referentes ao armamento da Guarda. Presidente da Comissão de Assuntos Urbanos, que foi envolvida em todo processo do trâmite, Duarte cobrou presença ao novato crítico.

“Vereador que falou que ‘não participa deste circo’, mas também não vai às reuniões técnicas, das quais eu participei de todas e não o vi, como também participei da audiência pública. O senhor só fala e nem apresenta proposta”, rebateu o novista ‘caxias’.

Já a viúva de Marielle Franco, Mônica Benício (Psol), teve que se segurar.Ao ver Satiê respondendo à colega dele de Comissão de Combate ao Racismo, Thais Ferreira (Psol), Mônica não escondeu a expressão facial contrariada ao ouvir o bolsonarista negro exclamar que o comandante da Guarda Municipal é um “Negão”.

Antes, Thais tinha se referido à Corporação como opressora da população negra e pobre, lembrando dois casos pessoais, um deles contra seu filho, que teria sido abordado e chamado de “pivete” por estar descalço à beira-mar.

Na galeria que foi destinada aos contrários ao projeto, ali ocupada por movimentos como dos camelôs, mais críticas e vaias surgiram a parlamentares de primeira viagem.

Conhecido pela origem humilde na Cidade de Deus, Salvino Oliveira (PSD) foi chamado de “vira-casaca” pelo público enquanto o líder do PT, Felipe Pires, filho de um ex-secretário de Paes, ganhou o apelido de “traíra” sob vaias após defender o uso de armas letais pela Guarda Municipal do Rio.

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