Deputados na Alerj criticam o presidente Lula por sua fala sobre o Holocausto

Parlamentares consideram o comentário do presidente sobre Israel inapropriada e antissemita, capaz de gerar uma crise diplomática sem precedente na história do país

Depois da reação nas redes sociais, os deputados na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) voltaram a criticar duramente, nesta terça-feira (20/02), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ele ter comparado a reação de Israel contra o Hamas ao extermínio de judeus na Alemanha nazista de Hitler. O mais enfático deles, Márcio Gualberto (PL) apresentou uma moção de repúdio contra Lula. O documento foi protocolado na Casa com a assinatura de 17 parlamentares.

Historicamente, diz ele no texto, o país sempre buscou relações diplomáticas que promovessem a paz e harmonia entre os países. Entretanto, “com esta atitude beligerante, inconsequente e irresponsável”, Lula estaria, na sua avaliação, “envergonha 200 milhões de brasileiros”. Para o deputado, a comparação é incoerente e absolutamente fora da realidade.

“Lula, ao proferir suas declarações, causou repúdio ao ponto de ser mais antissemita do que nações inimigas declaradas de Israel. A reação indignada do governo israelense diante das palavras de Lula indica a seriedade da situação, podendo desencadear uma crise diplomática com implicações em várias áreas”, vaticina o parlamentar no documento.

Ao longo da sessão, deputados bolsonaristas, governistas e até integrantes da oposição se revezaram no microfone para tecer comentários sobre o episódio. “Talvez eu seja o único deputado judeu desta Casa. Então, não digo mais nem menos, mas eu sou daqueles que sei do que se trata. Nasci sabendo disso. O presidente Lula foi infeliz na questão do Holocausto, mas muito infeliz”, disse o deputado Carlos Minc (PSB).

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