A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) abriu a sessão desta quarta-feira (11) com um minuto de silêncio em homenagem à ex-deputada estadual Tânia Rodrigues, que morreu pela manhã, aos 75 anos. A iniciativa foi solicitada pelo deputado Luiz Paulo (PSD), que também lembrou as recentes mortes dos deputados Jorge Babu e Pereira Pinto.
Durante a sessão, parlamentares de diferentes partidos se manifestaram para destacar a trajetória da ex-deputada. Tia Ju (Republicanos) ressaltou o legado deixado por Tânia na defesa da acessibilidade, lembrando que foi ela quem atuou para ampliar as condições de acesso na própria sede do Parlamento fluminense.
Fred Pacheco (PMN), Carlos Minc (PSB), Verônica Lima (PT) e Rafael Picciani (MDB) também fizeram referências à atuação da ex-parlamentar, destacando sua contribuição para a pauta da inclusão, para o fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência e do paradesporto.
Atuação legislativa e leis aprovadas
Tânia Rodrigues exerceu mandato como deputada estadual entre 1995 e 2022. No período, presidiu a Comissão de Saúde e participou de investigações que apontaram falhas em testes e riscos de contaminação em bancos de sangue e hemocentros no estado.
Entre as leis aprovadas durante sua atuação estão a Lei 2.418/1995, que tornou obrigatório o uso do cinto de segurança no Estado do Rio antes de regulamentação nacional sobre o tema; a Lei 3.364/2000, que instituiu a meia-entrada para jovens de até 25 anos; e a Lei 4.047/2002, que definiu a pessoa idosa a partir dos 60 anos para efeitos legais.
Também foi responsável pela criação do Dia Estadual da Luta da Pessoa Portadora de Deficiência. Além do mandato na Assembleia, Tânia foi vereadora em Niterói entre 1992 e 1994.
Trajetória pessoal e compromisso com a inclusão
Aos três anos, Tânia contraiu poliomielite, o que resultou em paralisia infantil. A experiência pessoal influenciou sua escolha profissional: aos 17 anos ingressou no curso de Medicina na Universidade Federal Fluminense. Concluiu residência e pós-graduação em São Paulo e, ao retornar ao estado, coordenou o Serviço de Neurologia da Casa de Caridade de Araruama.
Em 1981, fundou com amigos a Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos, a Andef, entidade que desenvolveu programas de emprego e formação profissional em parceria com a Fundação de Apoio à Escola Técnica e apoiou iniciativas voltadas ao fortalecimento do esporte paralímpico, incluindo o Comitê Paralímpico Brasileiro.
O velório está marcado para esta quinta-feira (12), às 10h, no cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói.






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