Quinze deputados que integram a base do governo federal na CPI do MST acionaram o Ministério Público Federal (MPF) contra os deputados Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS) e Ricardo Salles (PL-SP), respectivamente presidente e relator da CPI. A representação acusa os parlamentares de cometerem abuso de autoridade durante as diligências do colegiado realizadas no estado da Bahia.
O documento, assinado por nomes como a presidente nacional do PT Gleisi Hoffmann e a deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP), argumenta que os líderes da CPI teriam ameaçado e invadido residências de sem-terras durante a abordagem.
De acordo com estes deputados, a oposição adentrou assentamentos sem autorização, constrangeu moradores ao produzir gravações sem autorização, além de ter aderido tom de ameaça.
“Ora, na mesma toada da primeira ‘visita técnica’ levada a cabo pelos denunciados, durante a diligência realizada na Bahia ficou evidente a entrada forçada nas casas/residências (barracos, galpões etc) dos assentados e a continuidade da violência perpetrada contra aquelas pessoas humildes”, diz trecho da representação.
Neste contexto, os signatários pedem que a Procuradoria-Geral da República instaure investigação sobre o tema para que Zucco e Salles sejam autuados por danos morais coletivos.
Com informações de O Globo.





