O deputado estadual Yuri Moura, presidente da Frente Parlamentar de Prevenção às Tragédias e em Defesa da Moradia Digna da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), está realizando uma agenda estratégica na Espanha para tratar dos impactos das mudanças climáticas e suas consequências na saúde pública.
A visita tem como foco o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de soluções sustentáveis para o Estado do Rio. Em Barcelona, ele já participou de reuniões com especialistas e gestores para entender como o governo catalão tem monitorado e mitigado os efeitos do aquecimento global na qualidade de vida.
A programação também incluiu visitas a unidades do sistema de saúde, amplamente reconhecido pela eficiência e alta aprovação dos usuários. A viagem foi financiada integralmente com recursos próprios do deputado.
Um dos principais pontos abordados por Yuri foi o desenvolvimento de parâmetros para medir o impacto das mudanças climáticas na mortalidade e no sistema de saúde.
Dados apresentados pelo governo catalão mostram um aumento significativo no número de óbitos relacionados a eventos climáticos extremos, como ondas de calor e frio intenso, que afetam principalmente idosos com complicações respiratórias e cardiovasculares.
“Os catalães demonstraram que a emergência climática tem efeitos diretos na saúde da população. A experiência deles na criação de indicadores para medir esses impactos é algo que pretendemos trazer para o Brasil”, afirmou o deputado.
‘Ponte’ com a Fiocruz
A partir dessa experiência, Moura planeja articular com a Fiocruz a implementação de um modelo similar de análise de dados, com o objetivo de monitorar os impactos climáticos na saúde, avaliar custos e criar estratégias de mitigação.
Outro destaque da agenda do deputado foi o aprofundamento no modelo de assistência universal da Catalunha, que se caracteriza pela rapidez no atendimento e pela integração entre governo e instituições sociais.
Durante reunião com o Parlamento da Catalunha, ao lado da ministra da Saúde Olga Pane, Yuri conheceu medidas que garantem atendimento 100% público e reduzem o tempo de espera na atenção primária para um máximo de cinco dias — com uma meta de retorno para padrões ideais de 24 a 48 horas.
“A Catalunha utiliza parcerias com instituições sociais para assegurar um atendimento ágil e eficiente. Queremos adaptar essa experiência aos consórcios intermunicipais de saúde no Brasil, valorizando o SUS e fortalecendo nossas redes de atendimento”, explicou Yuri.







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