Deputado Vitor Júnior cobra ANS em meio à crise da Unimed-Ferj

Em entrevista ao Agenda do Poder, o novo secretário-executivo da ANS, Chico D’Angelo, adiantou que o prazo dado à Unimed-Ferj se encerra na próxima sexta-feira

Vice-presidente da Comissão de Saúde da Alerj, o deputado Vitor Júnior compareceu à posse da nova diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta quarta-feira (17), em Brasília. O parlamentar prestigiou a investidura dos amigos Wadih Damous, presidente, e Chico D’Angelo, secretário-executivo, no comando do órgão responsável pela fiscalização dos planos de saúde.

E  aproveitou  a oportunidade para reforçar a cobrança por medidas urgentes que garantam a retomada do atendimento aos pacientes da Unimed-Ferj, um dos planos mais questionados atualmente no Rio de Janeiro pela precariedade do atendimento aos pacientes.

Descredenciamento de clínicas e hospitais

A cooperativa vem enfrentando uma grave crise, marcada pelo descredenciamento de clínicas e hospitais, especialmente em áreas críticas como oncologia e cardiologia. Pacientes com câncer relatam que, “de uma hora para outra”, ficaram sem atendimento até mesmo em casos graves.

Segundo a ANS, a operadora acumula um dos maiores índices de reclamações entre planos de médio porte no país. A suspensão de contratos com hospitais de referência e a recusa em autorizar procedimentos estão entre os principais problemas apontados pelos usuários.

ANS dá prazo final à operadora

Em entrevista ao Agenda do Poder, o novo secretário-executivo da ANS, Chico D’Angelo, adiantou que o prazo dado à Unimed-Ferj se encerra na próxima sexta-feira. Até lá, a empresa deve restabelecer os atendimentos em sua totalidade.

— A Unimed Brasil é corresponsável. Não se pode aceitar a alegação de autonomia das unidades. Está se tratando da mesma marca. Há, sim, uma responsabilidade solidária neste caso, afirmou D’Angelo.

Unimed Brasil também será responsabilizada

A ANS já acionou a Unimed Brasil para se envolver diretamente no caso. O entendimento da diretoria é de que a alegação de independência entre as cooperativas não pode servir de justificativa para a interrupção de atendimentos essenciais.

Vitor Júnior e D’Angelo acertaram manter um canal permanente de diálogo para enfrentar o problema e buscar soluções rápidas que evitem novos prejuízos à saúde dos beneficiários.

Contexto da crise

A Unimed-Ferj, que reúne cooperativas médicas do estado do Rio, enfrenta grave desequilíbrio financeiro e problemas de gestão. Além das reclamações registradas na ANS, há ações judiciais movidas por pacientes que alegam risco de vida pela interrupção de tratamentos.

A instabilidade atinge principalmente a região metropolitana, onde milhares de usuários dependem dos serviços da cooperativa para consultas, internações e cirurgias.

📌 Box informativo – Crise da Unimed-Ferj

  • Beneficiários afetados: mais de 200 mil usuários no estado do Rio.
  • Principais queixas: descredenciamento de hospitais, recusa de procedimentos, demora em autorizações e interrupção de tratamentos oncológicos e cardíacos.
  • Ações da ANS: prazo até sexta-feira para retomada plena dos atendimentos.
  • Unimed Brasil: envolvida como corresponsável, diante do entendimento de responsabilidade solidária.
  • Impacto judicial: dezenas de ações movidas por pacientes que alegam risco de morte pela falta de atendimento.

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