O futuro do Carnaval do Rio pode ganhar novidades a partir de 2026. O deputado Dionísio Lins (PP) afirmou que irá sugerir ao presidente da Liesa, Gabriel David, a ampliação do número de escolas promovidas ao Grupo Especial. A ideia é que três agremiações, e não apenas uma como ocorre atualmente, passem a desfilar na elite do samba carioca.
Lins é autor da proposta que busca reconhecer como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), a Superliga Carnavalesca e a Liga RJ. Segundo ele, ideia já está sendo discutida com o governador Cláudio Castro e o prefeito Eduardo Paes.
“A modernidade e a inovação sempre foi a marca registrada do presidente e da direção da Liesa. Já estamos em entendimentos com o governador Claudio Castro e com o prefeito Eduardo Paes, que são verdadeiros foliões e incentivadores do Carnaval, para que possamos nos reunir com Liesa e discutir esse assunto. Acredito que escolas como União da Ilha, Império Serrano e Estácio de Sá, que já foram campeãs no passado, possam abrilhantar ainda mais os desfiles em dias diferentes”, afirmou.
Reconhecimento às ligas
O deputado destacou ainda que a Liesa, ao longo de quatro décadas, consolidou-se como referência nacional em organização de eventos. Para ele, a liga se fundiu à própria história do Carnaval carioca ao estabelecer normas técnicas que equilibraram a competição entre as escolas, trazendo lisura e transparência para os julgamentos.
Lins lembrou também que a instituição desempenha papel fundamental na economia da cidade, movimentando o turismo, criando empregos formais e informais e gerando arrecadação para os cofres públicos.
Além disso, a Liesa presta suporte às escolas dos grupos de acesso e administra, em parceria com a prefeitura, a Cidade do Samba, onde funcionam 14 fábricas responsáveis pela produção de fantasias e alegorias das agremiações do Grupo Especial.
Força das escolas de acesso
Na mesma linha de valorização, o parlamentar ressaltou a importância da Superliga Carnavalesca, responsável pelos desfiles na Estrada Intendente Magalhães, na Zona Norte do Rio. A entidade organiza as apresentações das séries Prata, Bronze e do Grupo de Avaliação, reunindo 60 agremiações em cinco dias de evento gratuito que atrai milhares de pessoas para o bairro.
Com a proposta de reconhecimento como patrimônio cultural imaterial e a possibilidade de mudanças na estrutura do Grupo Especial, Dionísio Lins defende que o Carnaval do Rio fortaleça ainda mais sua tradição e sua capacidade de renovação, mantendo-se como uma das maiores manifestações culturais do país.






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